União contra a concentração de poder
O CEO do Grêmio, Alex Leitão, expressou preocupação com a estratégia do Flamengo dentro da Libra, entidade que reúne diversos clubes do futebol brasileiro. Segundo Leitão, a intenção do clube carioca é clara: replicar o modelo da Bundesliga, onde o Bayern de Munique historicamente domina, tornando o Flamengo o principal beneficiário do campeonato nacional. O dirigente gremista defende que os demais 19 clubes se unam para impedir que essa concentração de poder se concretize em negociações comerciais e na distribuição de receitas.
Flamengo busca hegemonia, diz CEO
Leitão afirmou que a postura do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), é legítima em defender os interesses do clube. No entanto, ele ressalta que a busca por um domínio tão acentuado pode prejudicar o equilíbrio do futebol brasileiro. “De cada 10 campeonatos, ele vai ganhar nove. Isso é o que ele quer e é legítimo. Agora, os outros 19 clubes precisam se juntar e impedir que isso aconteça”, declarou Leitão em entrevista ao GZH.
Crítica à falta de união dos clubes
O CEO gremista criticou a falta de organização e articulação política dos outros clubes da Libra. Ele exemplificou a situação com a disputa judicial envolvendo o bloqueio de verbas de direitos de transmissão, onde o Flamengo obteve vitórias parciais. Leitão argumenta que a união dos clubes em um bloco maior para a negociação dos direitos comerciais seria mais poderosa do que a venda individual, diluindo a força de um único clube. “Um clube indo ao mercado vender 19 jogos e você vai ter 19 clubes indo ao mercado vender 361 jogos. Aí eu pergunto, você acha que um bloco de 361 partidas… não tem uma força talvez até maior para que você diminua um pouco essa distância?”, questionou.
Modelo de liga unificada como solução
Inspirado em modelos de ligas esportivas internacionais, como a NFL e a MLS nos Estados Unidos, Leitão defende a criação de uma liga unificada no Brasil. Ele acredita que a venda conjunta dos direitos comerciais por todos os clubes poderia gerar mais receita e promover um campeonato mais equilibrado e competitivo. “Tem dinheiro em cima da mesa que a gente está perdendo nos dias de hoje. Ter esses dois blocos comerciais separados”, concluiu.

