Nesta sexta-feira, dia 16 de fevereiro, o Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube se reúne para uma votação decisiva sobre o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. O encontro, que ocorrerá nas dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbis, tem potencial para redefinir os rumos da gestão do Tricolor.
Horário e Local da Deliberação
A primeira chamada para os conselheiros está marcada para as 18h30 (horário de Brasília), com a segunda chamada prevista para as 19h. A votação será realizada de maneira híbrida, permitindo participação presencial e virtual. A expectativa é de um ambiente tenso, com a torcida Independente, principal organizada do clube, convocando protestos antes da reunião, o que deve levar a um reforço na segurança nas proximidades do estádio.
Detalhes da Votação e Quórum
A votação será secreta e o processo já passou por significativas mudanças. Inicialmente, o Estatuto Social (artigo 112) previa a necessidade de dois terços dos conselheiros aptos (171 de 254) para a aprovação do impeachment. No entanto, a defesa de Casares argumentou com base no artigo 58, sugerindo 75% dos votos (191 de 254) para a destituição. Essa interpretação foi aceita pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres.
Contudo, um grupo de conselheiros acionou a Justiça, e uma liminar da 3ª Vara Cível do Butantã determinou que, embora seja necessário 75% dos conselheiros para que a reunião tenha quórum mínimo (191 conselheiros), o impeachment pode ser aprovado com os votos favoráveis de dois terços dos presentes (171 conselheiros), retornando à interpretação inicial do artigo 112. O recurso do São Paulo para reverter a liminar foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Próximos Passos e Possíveis Consequências
Caso o Conselho Deliberativo aprove o impeachment, Julio Casares será afastado imediatamente do cargo. A presidência seria assumida por Harry Massis Júnior, atual primeiro vice-presidente do clube. Após essa etapa, Olten Ayres precisaria convocar uma Assembleia Geral dos Sócios, que é a instância final do processo de destituição. Casares permaneceria afastado até o resultado dessa Assembleia. Se os sócios confirmarem a destituição, ele perderá o restante do mandato, que se estenderia até o fim de 2026, mas manteria sua condição de associado e elegibilidade para futuros cargos. Se a Assembleia for contra, ele retornará à presidência.
Harry Massis Júnior, de 80 anos, é empresário, sócio do São Paulo desde 1964 e conselheiro vitalício. Já ocupou diversas funções no clube, como diretor adjunto de futebol (2001-2002) e diretor adjunto administrativo (1992-1993). Ele comandaria o Tricolor até o término do mandato original, em 2026.
Os Motivos da Crise e Cronologia das Investigações
A solicitação de impeachment, protocolada pelo grupo de conselheiros

