Corinthians é Condenado a Indenizar Ex-Jogador de Futsal por Incapacidade Gerada por Lesão
O Sport Club Corinthians Paulista enfrenta um novo desafio judicial. A Justiça do Trabalho determinou que o clube indenize o ex-atleta de futsal Allan Barreto, que teve sua carreira encerrada precocemente devido a uma lesão no joelho. A decisão, proferida em primeira instância, estipula um montante que pode chegar a aproximadamente R$ 1,223 milhão, englobando pensão vitalícia e compensações por danos morais e existenciais. A defesa do jogador já indicou que o valor estimado pela pensão gira em torno de R$ 800 mil, somados a outras verbas.
A sentença, assinada pela juíza substituta Taiguer Lucia Duarte, da 32ª Vara do Trabalho de São Paulo, classifica a lesão sofrida por Allan como um acidente de trabalho. Conforme atestado pela perícia judicial, a condição culminou em uma incapacidade permanente e total para o exercício da profissão de atleta de futsal, impossibilitando o retorno do jogador às quadras.
O Caso de Allan Barreto: Da Glória à Invalidez Esportiva
Allan Barreto, aos 36 anos em 2026, alega que a lesão em seu menisco do joelho direito ocorreu durante uma partida oficial em 27 de outubro de 2022. Segundo o relato do atleta, mesmo ciente da gravidade do problema, ele teria sido pressionado pela diretoria do clube a continuar atuando. Essa suposta insistência em jogar com o joelho lesionado teria agravado o quadro, resultando na necessidade de três procedimentos cirúrgicos e, consequentemente, na sua aposentadoria forçada.
O ex-jogador, que se despediu das competições em fevereiro de 2026, era um nome de destaque no Corinthians. Em 2022, Allan foi peça fundamental na conquista do Campeonato Paulista e da Liga Nacional de Futsal, coroando uma trajetória de sucesso no clube.
Danos Morais e Existenciais Reconhecidos pela Justiça
A magistrada Taiguer Lucia Duarte acolheu os pedidos de indenização por danos morais e existenciais, fixando cada um em R$ 50 mil. Em sua fundamentação, a juíza enfatizou o impacto devastador da incapacidade profissional na vida do atleta.
“A incapacidade total e permanente para o exercício da profissão de atleta de futsal – atividade a que o reclamante (Allan) dedicou anos de treinamento, disciplina e construção de carreira – representa quebra abrupta e irreversível de seu percurso profissional”, explicou a juíza em trecho da decisão. Ela ressaltou que essa perda transcende o sofrimento subjetivo, caracterizando um dano existencial ao afetar a realização pessoal e a identidade profissional do indivíduo.
Pensão por Danos Materiais: Garantindo o Futuro do Atleta
Além das compensações morais, a Justiça reconheceu o direito de Allan Barreto a receber uma pensão mensal vitalícia. Essa verba tem como objetivo reparar os danos materiais, considerando os rendimentos que o atleta deixou de auferir com o fim de sua carreira.
O Corinthians foi sentenciado a pagar um valor equivalente a 100% dos salários que Allan receberia no clube até que ele complete 40 anos. Atualmente com 36 anos, o ex-jogador se beneficiará dessa decisão por mais quatro anos de pagamentos regulares. A magistrada determinou que a pensão seja paga em parcela única, com um desconto de 30% sobre os valores futuros das prestações, como forma de antecipação. Os valores retroativos, por outro lado, deverão ser quitados integralmente.
A estimativa da defesa aponta que a pensão pode alcançar a marca dos R$ 800 mil, mas o cálculo final ainda está em andamento. Somando-se a este valor, estão a indenização por período de estabilidade, estimada em cerca de R$ 100 mil, e outros reflexos financeiros decorrentes da decisão judicial.
O Impacto da Decisão no Contexto Esportivo
Este caso reacende o debate sobre a responsabilidade dos clubes na proteção e no cuidado com a saúde de seus atletas, especialmente em modalidades de alto impacto como o futsal. A decisão judicial reforça a importância do reconhecimento de lesões esportivas como acidentes de trabalho, garantindo direitos e amparos para aqueles que dedicam suas vidas ao esporte e sofrem com imprevistos que comprometem seu futuro profissional.
O Corinthians ainda tem o direito de recorrer da decisão de primeira instância. No entanto, o veredito atual representa um marco importante para Allan Barreto, buscando mitigar os impactos financeiros e existenciais de uma carreira interrompida de forma abrupta e dolorosa. A diretoria do clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos após a condenação.
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