O Corinthians sagrou-se tetracampeão da Copa do Brasil, quebrando um jejum de 18 anos desde a última conquista. A vitória sobre o Vasco, no Maracanã, foi marcada por um equilíbrio tático, coragem nas decisões e um desempenho que soube lidar com os momentos de pressão do adversário. O técnico Dorival Júnior foi elogiado por sua capacidade de montar a equipe ideal, optando por uma formação que priorizou a proteção defensiva sem abdicar do ataque, e pela decisão de deixar Rodrigo Garro no banco, considerado fora de suas melhores condições.
Estratégia Defensiva e Ataques Fulminantes
Com uma maior competitividade defensiva em relação ao primeiro jogo da final, o Corinthians apresentou uma equipe fisicamente apta para o duelo de alta exigência. Nos primeiros 30 minutos, o Timão foi superior, controlando a partida e se portando bem sob pressão. Destaques individuais como Matheuzinho, Ramalho, Martinez e Bidon foram fundamentais, além da capacidade decisiva de Yuri Alberto e Memphis Depay. A estratégia de explorar bolas longas para Matheuzinho, aproveitando a linha de marcação alta do Vasco, foi uma solução tática eficaz. Raniele recuava para formar uma saída de três, liberando os laterais. O Vasco, por sua vez, se adiantava com referências individuais, muitas vezes sem um defensor de “sobra”, o que acabou custando caro.
O Vasco Reage, Mas Não Consegue a Virada
Apesar de um início de jogo adverso, o Vasco conseguiu reagir e empatar a partida, dando a impressão de que poderia virar o placar. No entanto, o segundo gol do Corinthians surgiu em um momento de instabilidade do Cruzmaltino. O time carioca pressionou até os minutos finais, mas não conseguiu levar a decisão para os pênaltis, amargando mais uma derrota para o Corinthians no Maracanã, repetindo o cenário do Mundial de Clubes de 2000.
O Gol que Desequilibrou a Partida
O primeiro gol do Corinthians surgiu aos 18 minutos, após uma jogada bem trabalhada. A bola longa para Matheuzinho resultou em um passe para Yuri Alberto, que fugiu da marcação e finalizou com inteligência, vencendo o goleiro Léo Jardim. A equipe corintiana já havia criado outra chance clara anteriormente, quando Yuri Alberto perdeu uma oportunidade clara de ampliar. O Vasco sentiu o golpe, mas aos 40 minutos, um erro de Raniele permitiu um contra-ataque rápido. Coutinho acionou Gómez pela esquerda, que cruzou para Nuno Moreira marcar de cabeça, empatando o jogo.
O Segundo Tempo e o Gol da Vitória
O segundo tempo começou com o Vasco novamente pressionando. No entanto, após alguns desentendimentos em campo, o ímpeto vascaíno foi quebrado, e o Corinthians reencontrou seu melhor encaixe defensivo. Aproveitando o espaço para contra-atacar, o Timão marcou o gol da vitória. José Martinez desarmou Puma Rodriguez, iniciou a transição pela direita, Breno Bidon deu um drible espetacular em Cauan Barros, e Matheuzinho articulou com Yuri Alberto, que cruzou rasteiro para Memphis Depay balançar as redes. O técnico Fernando Diniz promoveu mudanças para tentar buscar o empate, enquanto Dorival Júnior reforçou a defesa e o meio-campo, garantindo a vantagem e a conquista do tetra.
Defesa Sólida nos Minutos Finais
Nos minutos finais, o Vasco tentou uma pressão desesperada, mas a zaga do Corinthians se mostrou sólida, protegendo os metros finais do campo. A equipe paulista demonstrou maior confiança, e com as substituições de Dorival Júnior, ganhou estatura para rechaçar as bolas aéreas. André Ramalho foi crucial ao cortar lances perigosos, garantindo a vitória e o tão sonhado tetra da Copa do Brasil para o Corinthians.

