Reviravolta na negociação
O atacante Kayky, do Bahia, esteve muito perto de se tornar reforço do Corinthians para 2026. No entanto, a negociação foi abruptamente encerrada devido a um atrito entre as diretorias dos clubes e o Grupo City, que controla o time baiano. A decisão do Corinthians de recuar partiu da diretoria alvinegra, que considerou hipócrita avançar na contratação de Kayky enquanto acusa o Bahia de aliciamento na saída do jovem Kauê Furquim.
O caso Kauê Furquim
O imbróglio começou no ano passado, quando o Bahia pagou a multa rescisória de Kauê Furquim, então destaque da base corintiana, no valor de R$ 14 milhões. O Corinthians entende que essa ação configurou aliciamento por uma entidade estrangeira, classificando a conduta como “ilícita e imoral”. Através da CBF e da FIFA, o clube paulista busca o pagamento de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 308 milhões), argumentando que o Bahia seria apenas um intermediário para uma futura transferência para um clube europeu ligado ao Grupo City.
Relações tensas, mas negadas
Apesar da versão corintiana, o Bahia, em nota, negou a existência de atrito nos bastidores. O clube baiano e o Grupo City afirmam manter uma boa relação com o Timão, citando como exemplo a renovação do empréstimo do atacante Talles Magno na temporada passada. O primeiro contato entre Corinthians e Bahia sobre Kayky ocorreu na última quinta-feira, antes da partida entre as equipes pelo Campeonato Brasileiro. A negociação evoluiu rapidamente, com contatos feitos tanto com os representantes do atleta quanto com o jogador, gerando otimismo nos corredores do CT Joaquim Grava, com a comissão técnica já planejando a chegada de um novo atacante de velocidade.
Motivação e revés
Motivado pela possibilidade de jogar no Corinthians, Kayky teria inclusive interrompido negociações com outro clube da Série A para priorizar o Timão. Um post de seu barbeiro, com um emoji de gavião (símbolo da principal torcida organizada corintiana), reforçou a expectativa. Contudo, nos dias seguintes, a situação mudou drasticamente. Ao ser informado sobre o caso Kauê Furquim, o presidente Osmar Stabile decidiu não prosseguir com a contratação, alegando que os números de Kayky na última temporada não foram satisfatórios e que o atleta foi apenas avaliado internamente após ser ofertado pelo mercado.

