O Corinthians está organizando a antecipação do pagamento da terceira parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), vinculado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), como estratégia para derrubar o transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores desde outubro.
Antecedentes do acordo e pagamentos atrasados
O acordo da CNRD contempla dívidas do Corinthians com clubes, jogadores e empresários, totalizando mais de R$ 76 milhões, a serem pagos em 24 parcelas trimestrais ao longo de seis anos. Apesar de a diretoria do clube ter efetuado os pagamentos das duas primeiras parcelas após os prazos estipulados, interpretando que poderia utilizar o prazo de cinco dias para comprovar os pagamentos, o atraso contribuiu para a aplicação do transfer ban.
Decisão da CNRD e postura exigida do Corinthians
Em 22 de dezembro, o painel julgador da CNRD decidiu que a suspensão do transfer ban dependeria de uma mudança de postura do Corinthians, exigindo que o clube mantenha as parcelas em dia. A entidade manteve a proibição mesmo após a comprovação dos pagamentos realizados fora do prazo. Assim, o clube entendeu que antecipar a terceira parcela — cujo vencimento original é em 17 de janeiro de 2026 — pode demonstrar boa-fé e colaboração para a revogação da punição.
Recursos financeiros e outras pendências
A diretoria financeira do Corinthians está se organizando para o pagamento da próxima parcela, aguardando a chegada de recursos provenientes da Liga Forte União (LFU), relativos ao Campeonato Brasileiro, da premiação pela Copa do Brasil, além de um empréstimo de R$ 70 milhões planejado para o início do próximo ano. Esses movimentos visam garantir que o clube comece 2026 sem os impedimentos causados pelo transfer ban.
Transfer ban da Fifa e situação financeira geral
Além do transfer ban imposto pela CBF, o Corinthians enfrenta outra proibição para registrar jogadores imposta pela Fifa desde 12 de agosto, devido a uma dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres. A diretoria planeja regularizar esse débito nos próximos dias, embora a data ainda não esteja definida.
Com a quitação das duas penalidades, o Corinthians poderia voltar a realizar contratações, embora ainda tenha como meta priorizar reforços sem custos de aquisição, dada a grave crise financeira enfrentada, com dívida estimada em aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

