Recurso e Argumentos do Clube
O Corinthians protocolou um recurso e solicitou a suspensão do inquérito que investiga a possibilidade de intervenção judicial no clube. O departamento jurídico do Timão argumenta que a medida seria drástica e que existem outros meios, como um Compromisso de Ajustamento de Conduta, para resolver os problemas enfrentados. O clube também destaca que outros times brasileiros com alto endividamento não estão sob escrutínio semelhante.
A diretoria corintiana afirma estar empenhada em reverter a crise financeira, administrativa e institucional. Nos últimos meses, o clube reprovou as contas da gestão anterior, criou um comitê de reestruturação financeira e iniciou negociações com a Caixa Econômica Federal e a União para renegociar dívidas relacionadas à Neo Química Arena e tributos.
Contestação do Ministério Público
Em contrapartida, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), autor da ação, contesta os argumentos do Corinthians e pede a continuidade do inquérito. O MP-SP alega haver indícios de má gestão, desordem administrativa, fragilidade econômica e financeira, além de instabilidade política. A promotoria se baseia na Lei Geral de Desportos e na Lei Pelé, que exigem transparência por parte das agremiações esportivas.
O MP-SP sustenta que o pedido de intervenção judicial visa proteger os interesses do próprio Corinthians e que, caso o inquérito prossiga, o processo será acompanhado pela Promotoria de Justiça.
Situação Atual do Inquérito
Atualmente, o pedido de intervenção judicial está sob efeito suspensivo. As partes envolvidas aguardam o julgamento do Conselho Superior do Ministério Público sobre o caso, que definirá os próximos passos da investigação.

