Superando a Própria Casa: A Conquista do Tetra da Copa do Brasil
O Corinthians conquistou seu quarto título da Copa do Brasil em um ano marcado por turbulências internas, mas a vitória sobre o Vasco na final, no Maracanã, pode ser descrita como uma conquista sobre as próprias adversidades geradas por gestões passadas e presentes.
Da Crise à Glória: Gestão Falha e Revelações da Base
Em um cenário de impeachment presidencial e denúncias contra ex-mandatários, o clube provou que a grandeza vai além do caixa. As más gestões, que culminaram em um transfer ban, forçaram o clube a recorrer à sua base. Jovens como André, Dieguinho e Breno Bidon, este último um dos destaques da final, emergiram como soluções inesperadas.
A Blindagem de Fabinho Soldado e o Trabalho de Dorival Júnior
Fabinho Soldado, diretor executivo, foi fundamental ao montar o elenco e blindar o grupo das políticas internas. Já Dorival Júnior, apesar das críticas pontuais, demonstrou maestria ao conduzir o time na Copa do Brasil. Sua capacidade de adaptação, o time “copeiro” montado e a decisão de barrar Rodrigo Garro para uma estratégia eficiente contra o Vasco foram cruciais. Os gols da vitória refletiram o “dedo” do técnico, com jogadas trabalhadas e a liberdade dada a laterais como Matheuzinho.
A Fiel como 12º Jogador: Força e Apoio Incondicional
A torcida corintiana, a Fiel, foi a grande aliada. Em 2025, demonstrou apoio e acolhimento, entendendo que os problemas maiores residiam fora de campo. A festa no Maracanã, com o canto “ô,ô,ô, todo poderoso Timão”, ecoou a glória do passado e reafirmou a força de um clube multicampeão, mesmo diante das tentativas de ser minado por sua própria diretoria.

