Consenso sobre voto para Fiel Torcedor
Uma audiência pública realizada no auditório da Neo Química Arena reuniu cerca de 100 pessoas para debater a reforma do estatuto do Corinthians, com foco principal na inclusão do direito a voto para os integrantes do programa Fiel Torcedor. A grande maioria dos oradores presentes manifestou concordância com a proposta, que visa alterar o artigo 21 do estatuto atual, que atualmente impede essa participação.
Apesar do consenso sobre o princípio, divergências surgiram em relação a detalhes cruciais para a implementação da medida. Questões como os valores a serem cobrados para adesão ao programa, o tempo mínimo de contribuição e as regras específicas para a concessão do direito a voto, incluindo a possibilidade de elegibilidade retroativa para sócios já existentes, foram pontos de debate.
Frequência em jogos e extensão do voto em discussão
Outra sugestão levantada por alguns participantes foi a exigência de uma frequência mínima de comparecimento a partidas do Corinthians na Neo Química Arena como critério para o direito a voto. Essa proposta, no entanto, encontrou resistência, com críticas de figuras como o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que argumentou que tal regra poderia limitar a participação dos torcedores.
Adicionalmente, enquanto o anteprojeto em discussão contempla o direito a voto apenas para presidente e vice-presidente, houve defesas para que sócios-torcedores pudessem estender seu poder de voto também para a eleição de conselheiros.
Próximos passos e cronograma de debates
Diante da unanimidade dos oradores em defender a inclusão do voto para o Fiel Torcedor, Romeu Tuma Júnior sugeriu à Comissão de Reforma Estatutária que a redação que nega esse direito seja removida do texto a ser votado. Atualmente, o anteprojeto apresenta três opções de redação, uma delas mantendo o estatuto como está.
A votação da reforma estatutária no Conselho Deliberativo, inicialmente marcada para 24 de novembro, foi adiada para permitir mais discussões. Um ciclo de audiências públicas está programado para ocorrer do fim deste ano até o início de 2026, com a votação final no Conselho Deliberativo prevista para fevereiro do próximo ano.
Críticas à intervenção judicial
No início da audiência, Tuma também se manifestou veementemente contra a possibilidade de intervenção judicial no clube, um tema que tem sido discutido no Ministério Público. Ele criticou a contradição de membros que, por um lado, buscam implementar mudanças internas e, por outro, acionam instituições judiciais, o que, em sua visão, poderia prejudicar o clube enquanto seus órgãos internos estão funcionando.

