Futuro do craque no futebol saudita está em dúvida devido ao descontentamento com a administração do PIF
O futuro de Cristiano Ronaldo no Al-Nassr, clube pelo qual atua na Arábia Saudita, pode estar chegando a um desfecho. Segundo informações do jornal português “Record”, o atacante, que se aproxima dos 41 anos, demonstra insatisfação com as decisões do Fundo Púbico da Arábia Saudita (PIF), entidade estatal responsável por investimentos e aquisição de participações em clubes do país. Por esse motivo, o jogador avalia a possibilidade de deixar o clube ao final da temporada, prevista para junho.
Possíveis destinos: MLS ou retorno à Europa
Entre as opções avaliadas por Cristiano Ronaldo estão retornar ao futebol europeu ou migrar para os Estados Unidos, na Major League Soccer (MLS). O contrato do português com o Al-Nassr possui uma cláusula de rescisão avaliada em 50 milhões de euros, que possibilita sua saída caso decida mudar de ares.
Insatisfação relacionada à gestão do PIF e movimentações no mercado
A insatisfação do craque está relacionada às atitudes do PIF, que, em 2023, adquiriu participação majoritária nos principais clubes da Arábia Saudita, incluindo Al Nassr, Al Hilal, Al Ittihad e Al Ahli. Recentemente, o mercado de transferências no futebol local também aumentou a insatisfação do português. Karim Benzema trocou o Al Ittihad pelo Al-Hilal, enquanto o Al Ittihad anunciou a contratação do jovem Georges Ilenikhena, do Monaco. O Al-Nassr, por sua vez, fez apenas uma contratação pontual, do meio-campista Abdulkareem, do Al-Zawraa.
Percepção de Cristiano Ronaldo na equipe e posicionamento político
O capitão da equipe entende que o PIF estaria dificultando contratações com o objetivo de impedir a conquista do título nacional, embora a equipe esteja na briga pelo campeonato, a apenas um ponto do líder Al-Hilal. Além disso, Cristiano sente que tem recebido pouco reconhecimento pelo impacto que teve na valorização do futebol saudita internacionalmente. Aos 41 anos, o craque também atuou como embaixador da próxima Copa do Mundo de 2034, que será sediada na Arábia Saudita, contribuindo para ampliar a visibilidade do evento. Como uma forma de protesto, ele optou por não atuar na partida contra o Al-Riyadh, vencida pelo Al-Nassr por 1 a 0.

