Lições do Brasileirão: Um ‘plot twist’ inesperado em 2025
A temporada do Cruzeiro na Série A do Campeonato Brasileiro foi marcada por um verdadeiro ‘plot twist’, termo que descreve reviravoltas inesperadas. Apesar de ter figurado no G-4 por 34 rodadas e flertado com a possibilidade de disputar o título com Flamengo e Palmeiras, o time celeste deixou pontos cruciais pelo caminho, especialmente contra adversários da parte inferior da tabela, perdendo oito pontos preciosos. Questionamentos sobre arbitragem surgiram, mas a análise aponta para a falta de um ‘algo a mais’ em momentos decisivos.
Planejamento e Elenco: Desafios e Adaptações
A partida contra o Santos, na Vila Belmiro, evidenciou um dos pontos fracos do Cruzeiro no Brasileirão: a falta de um elenco mais equilibrado. Embora o contexto de jogar com 11 reservas não seja o ideal para uma análise coletiva, problemas individuais ficaram evidentes. Azar com lesões de jogadores importantes como João Marcelo, Fagner e Matheus Henrique, que poderiam compor o elenco, afetou o ritmo da equipe. Além disso, erros de planejamento, como a demissão de Fernando Diniz após apenas três jogos – técnico que ajudou a montar o elenco –, forçaram o novo comandante, Leonardo Jardim, a se adaptar com o que tinha em mãos durante boa parte da temporada. Contratações como Dudu e Walace não engrenaram como esperado, e Gabigol foi para o banco, evidenciando os desafios de adaptação e planejamento.
Visão Positiva e Meta Cumprida
Apesar da lamentação por ter ficado tão perto da liderança em diversos momentos do Brasileirão, o Cruzeiro tem motivos para olhar a campanha com otimismo. A troca de técnico e a reformulação do projeto ao longo da temporada, que resultaram na terceira colocação, superaram as expectativas iniciais. A meta de garantir vaga na fase de grupos da próxima Libertadores foi cumprida com sobras, e o time iniciará o Brasileirão de 2026 sob uma nova perspectiva.
Copa do Brasil: A Chance de Sacramentar a Temporada
A Copa do Brasil, que já era vista como uma possibilidade de título no início do ano, também enfrentou um cenário de incertezas, que não se dissipou imediatamente com a chegada de Jardim. O trabalho engrenou após dois meses, mesmo com as cicatrizes de derrotas no Mineiro e na Sul-Americana. No entanto, o Cruzeiro demonstrou solidez nas fases disputadas da Copa do Brasil, superando CRB, Vila Nova-GO e Atlético. Embora não seja a equipe que joga o futebol mais vistoso, a Raposa se tornou um adversário difícil de ser batido. A equipe tem condições de igualdade para buscar o heptacampeonato, coroando assim sua temporada de reviravoltas com um grande título.

