Nova Estratégia de Vendas Impulsiona Futuro do Cruzeiro
Após uma movimentação financeira expressiva com a aquisição de jogadores experientes, o Cruzeiro agora volta suas atenções para a venda de atletas com alto potencial de mercado. A estratégia visa não apenas recuperar investimentos, mas também criar um modelo de clube autossustentável. As negociações em andamento para a venda de Kauã Prates e Ryan Guilherme, que somadas podem ultrapassar os R$ 90 milhões, são os primeiros passos concretos dessa nova fase.
Investimento em Jovens Promessas: O Plano de Pedro Lourenço
A gestão liderada pelo empresário Pedro Lourenço implementou uma visão clara para o elenco celeste. Inicialmente, o foco foi em trazer atletas consagrados ou experientes para formar uma base sólida e garantir a participação em competições de ponta, o que resultou em boas campanhas em 2024 e no ano anterior. Contudo, a segunda etapa desse plano, que se intensificou a partir da metade de 2023, é a aposta em jovens talentos com promessa de valorização e revenda futura. Nomes como Kauã Moraes, Keny Arroyo, Néisér Villarreal e Ryan Guilherme foram contratados sob essa premissa.
Lucros Iminentes com Vendas Estratégicas
Ryan Guilherme é o primeiro a render frutos diretos dessa política. O volante será negociado por 2,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 15,7 milhões), garantindo lucro para o clube, que adquiriu seus direitos por cerca de R$ 9 milhões. A maior transação, no entanto, envolve Kauã Prates. O jovem lateral esquerdo de 17 anos tem uma venda encaminhada com o Borussia Dortmund por 12 milhões de euros (cerca de R$ 75 milhões), com possibilidade de acréscimo por metas. Essa operação, que só se concretizará plenamente após o jogador completar 18 anos em agosto, reforça a capacidade do clube em gerar receita através de suas categorias de base.
Rumo à Autossustentabilidade Financeira
O vice-presidente do Cruzeiro, Pedro Junio, destacou a necessidade de o clube se consolidar também no mercado de vendas. “O Cruzeiro vai ter que entrar, agora, em processo de grandes vendas, ter altos valores também em vendas, não só em compras. Mas a gente tem planejamento de clube autossustentável entre seis, sete, oito anos”, afirmou. Além da venda de atletas, o crescimento na receita de patrocínios é outro pilar fundamental para a autossustentabilidade. A expectativa é que, com a consolidação do time e a possível participação em competições de maior prestígio, como a Libertadores a partir de 2026, o clube atraia mais parceiros comerciais, fortalecendo ainda mais sua saúde financeira.

