Prazer, Luis Eduardo: Cuiabano brinca com nome e diz que está em casa no Vasco após ida frustrada à Inglaterra. Essa frase resume o momento de reencontro e afirmação do jovem talento do Vasco da Gama. O lateral-esquerdo, carinhosamente chamado de Dudu em casa, compartilha a alegria de estar de volta ao Brasil, perto da família, e vivendo um início promissor com a camisa cruz-maltina.
Cuiabano: O Jogo de Nomes e a Conexão Familiar
Para o público e os fãs de futebol, ele é Cuiabano. Para a família, é Dudu. E para si mesmo, Luis Eduardo. A brincadeira com o próprio nome é um reflexo da leveza e da felicidade que o jogador demonstra em sua nova fase. “Quando alguém me chama de Luis Eduardo, eu já penso: ‘ih, fiz alguma coisa de errado'”, confessa com um sorriso, em entrevista exclusiva ao ge e à TV Globo. O apelido de Cuiabano surgiu aos 11 anos, ainda nas categorias de base do Grêmio, quando um colega de mesmo nome o impulsionou a adotar a alcunha que hoje carrega com orgulho, como uma homenagem à sua cidade natal.
A proximidade com os pais, Luis e Silvana, é um dos pilares dessa felicidade. Após um período desafiador na Europa, estar de volta ao Rio de Janeiro e ter a família por perto representa um recomeço e uma motivação extra. “Em casa, sou Dudu ou filho. Sempre tento fazer de tudo para eles estarem do meu lado. O meu início foi um pouco difícil, fiquei longe deles. E, hoje, tenho a oportunidade de ter eles por perto. Fico muito feliz de ter eles comigo”, declara o jogador.
A Mãe, a “Rainha”, e a Base de Tudo
Silvana, mãe de Cuiabano, é descrita por ele como sua “rainha”. Ela é uma figura central em sua vida, oferecendo conselhos, cobranças e um incentivo inabalável. Recentemente formada em Educação Física, Silvana compartilha com o filho o amor pelo esporte e o apoia nos treinamentos. A foto da formatura da mãe, fixada com destaque nas redes sociais do jogador, é um símbolo do profundo respeito e admiração que ele sente.
A atmosfera no CT Moacyr Barbosa é de contágio positivo. Cuiabano sente o carinho e o suporte de todos no clube. “O pessoal do clube, os funcionários, as comissões. Só estou retribuindo o que eles vêm me proporcionando”, afirma, demonstrando gratidão e comprometimento.
Recomeço em São Januário: Números e Perspectivas
Com a família por perto e o ambiente favorável no Vasco, Cuiabano tem dado passos animadores em São Januário. Em suas primeiras quatro partidas pelo clube, o lateral já contabiliza quatro assistências e um gol. A palavra “recomeço” ecoa em suas declarações, marcando a transição após uma experiência frustrante no futebol inglês.
O período em solo britânico, com o Nottingham Forest, foi curto e aquém das expectativas. Contratado em setembro de 2026, o jogador retornou por empréstimo ao Botafogo dias depois, disputando a reta final do Brasileirão. Após o fim da temporada, voltou ao Nottingham, mas não foi aproveitado pela equipe principal, treinando majoritariamente com o time sub-21. “Falo que é um recomeço (voltar ao Brasil) porque eu queria chegar atuando lá (na Inglaterra). Cheguei lá no meio da temporada, sabia que ia ser um momento muito difícil para jogar lá”, explica.
Ele detalha os desafios de adaptação física e a falta de oportunidades: “Eu cheguei em janeiro e, em dezembro, tive as férias. Acho que eu tinha que passar pela adaptação de treinos físicos lá. Treinei com a equipe principal, e em alguns momentos eu treinei com a sub-21, que foram os dois jogos que fiz. E também falo que é um recomeço porque o Vasco me deu a oportunidade de voltar ao Brasil. Volto mais maduro. Volto bem e jogando, dando boa resposta”, completa.
A Reencontro com Renato Gaúcho: Uma “Linda História”
O futebol, com suas voltas e coincidências, reservou um reencontro especial para Cuiabano no Vasco: o técnico Renato Gaúcho. Foi ele quem o lançou para o futebol profissional no Grêmio, em janeiro de 2026. A dupla estreou junta pelo Vasco no mesmo jogo, contra o Palmeiras, em São Januário. A partida marcou a primeira vitória de Renato no comando do time carioca e o primeiro gol de Cuiabano com a camisa vascaína, selando o placar de 2 a 1.
“Uma linda história que a gente tem, né? Foi ele quem me subiu da base pro profissional, então sou somente grato a ele. Acho que, se não fosse ele ver o meu trabalho que eu fazia na base, não estaria no profissional”, exalta Cuiabano, evidenciando a importância do treinador em sua trajetória.
Cuiabano no Vasco: Sequência, Confiança e o “12º Jogador”
Entre o “Dudu” caseiro e o Cuiabano que conquista a torcida, o lateral vive no Vasco a sequência e a confiança que buscava desde sua ida para a Europa. A sensação de estar no lugar certo é palpável. “Desde a minha chegada, eu falei que estava ansioso de estar com um torcedor vascaíno. Estava muito ansioso mesmo de jogar em São Januário”, revela.
O impacto inicial em São Januário foi imediato. “A primeira partida que joguei já fiz gol. Aquele momento para mim foi único, a torcida cantando muito, muito mesmo. Estou muito feliz e espero que eles possam estar todo o jogo nos apoiando assim, porque é o nosso 12º jogador”, finaliza, exaltando a força da torcida vascaína. A trajetória de Cuiabano no Vasco é um testemunho de resiliência, adaptação e a importância do apoio familiar e do clube para o desenvolvimento de um atleta.
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