Da Conquista Olímpica ao Brilho na Arábia Saudita
Adriana Silva vive um momento espetacular em sua carreira. Após conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, a atacante piauiense de 29 anos tem se destacado no Al-Qadisiyah, da Arábia Saudita. Sua trajetória recente é marcada por feitos históricos e uma busca constante por espaço na Seleção Brasileira, onde sua última convocação ocorreu em junho deste ano.
O Limite Olímpico e o Título Inédito nos EUA
A jornada de Adriana rumo a Paris 2024 foi coroada com boas atuações pelo Orlando Pride, nos Estados Unidos. Convocada para as Olimpíadas, ela disputou quatro partidas e marcou um gol crucial na semifinal contra a Espanha. Apesar da derrota na final para os Estados Unidos, que garantiu a medalha de prata, Adriana se tornou a primeira jogadora piauiense a alcançar tal feito no futebol feminino em Jogos Olímpicos. Logo em seguida, ao lado da lendária Marta, liderou o Orlando Pride à conquista inédita da National Women’s Soccer League (NWSL) em 2024, encerrando a temporada regular na liderança e vencendo o Washington Spirit na final por 1 a 0. Na campanha vitoriosa da NWSL, Adriana contribuiu com seis gols em 26 jogos.
Nova Etapa no Oriente Médio e Retomada da Artilharia
Após duas temporadas de sucesso no Orlando Pride, onde acumulou 12 gols e cinco assistências em 46 partidas, Adriana Silva transferiu-se para o Al-Qadisiyah em janeiro de 2025, em uma negociação que movimentou cerca de US$ 500 mil. Sua estreia no Campeonato Saudita Feminino foi impactante, marcando um gol logo em sua primeira partida, na goleada por 9 a 0 sobre o Al-Amal. Apesar de ter ajudado sua nova equipe a conquistar a terceira posição, com sete gols e quatro assistências em seis jogos, o período coincidiu com poucas convocações para a Seleção Brasileira. Sua última atuação pela Canarinho foi em junho de 2025, na vitória contra o Japão.
Sonho de Retorno e Destaque Individual
Mesmo com a distância da Seleção, a temporada 2025/2026 tem sido promissora para Adriana no Al-Qadisiyah. Atualmente, ela é a vice-líder artilheira da Liga Saudita Feminina, com sete gols em sete rodadas, atrás apenas de Clara Luvanga. Seu desempenho inclui um hat-trick na vitória por 8 a 1 sobre o Eastern Flames e o reconhecimento como melhor jogadora do mês de novembro na competição. Essa fase artilheira reacende as esperanças de um retorno à Seleção Brasileira, sob o comando do técnico Arthur Elias.
Trajetória e Números Expressivos
Natural de União, Piauí, Adriana Silva iniciou sua carreira no futebol piauiense antes de passar por clubes como Rio Preto e Corinthians, onde se consagrou com 72 gols e diversos títulos importantes, incluindo a Libertadores Feminina. Sua passagem pelo Orlando Pride e agora pelo Al-Qadisiyah demonstram sua versatilidade e capacidade de adaptação. Em 2025, somando atuações pelo clube saudita e pela Seleção, Adriana disputou 16 jogos, marcou 14 gols e contribuiu com 4 assistências, reafirmando seu talento em campo.

