Harry Massis Júnior completou uma semana como presidente do São Paulo, assumindo o cargo após a renúncia de Julio Casares, cujo impeachment foi aprovado pelo Conselho Deliberativo com 188 votos a favor. O empresário de 80 anos, que permanecerá no comando até dezembro de 2026, expôs suas ideias e planos para o Tricolor do Morumbi, abordando desde a situação financeira até o futuro do elenco e a estrutura administrativa.
A Gestão e o Futuro do Clube
Massis Júnior deixou claro que não tem interesse em ser candidato à presidência em futuras eleições, limitando sua atuação ao período até o fim de 2026. Em relação às investigações sobre a gestão anterior, ele se mostrou aliviado por não ter participado ativamente da administração interna de Casares e prometeu total colaboração com a polícia e a justiça, abrindo tudo o que for necessário para as apurações. Um dos temas mais sensíveis, a transformação do São Paulo em SAF (Sociedade Anônima do Futebol), que antes era alvo de suas críticas, agora é vista como inevitável pelo novo presidente, embora ele não deseje participar ativamente desse processo de transição.
Finanças e Estrutura Administrativa
A quitação das dívidas é uma das prioridades da nova gestão. Massis Júnior pretende fazer um parcelamento e quitar todos os débitos que o São Paulo deve aos jogadores, mas ainda sem um prazo definido para que isso aconteça. Na reestruturação administrativa, Marcio Carlomagno, CEO escolhido por Julio Casares, foi demitido, assim como o diretor social Dedé. A intenção é que ninguém seja contratado para o lugar de Carlomagno. No departamento de futebol, a saída de Muricy Ramalho da coordenação técnica abriu espaço para especulações, e o nome do ex-jogador Rafinha é um dos cotados e agrada o novo presidente, embora ainda não tenha havido nenhuma conversa entre as partes.
Departamento de Futebol e Elenco
A situação do meia Oscar, que decidiu se aposentar do futebol no fim do ano passado devido a um problema cardíaco, está sendo tratada diretamente pelo departamento de futebol. As partes buscam uma rescisão amigável do contrato, e Massis Júnior espera que os valores devidos ao jogador sejam resolvidos. Outro ponto relevante é a possível saída de Alisson: o volante está próximo de fechar com o Corinthians, mas a diretoria do São Paulo só o liberará mediante o pagamento de R$ 1 milhão. Diante dos problemas financeiros, a prioridade para reforços será dar oportunidades aos jovens da base, que em breve disputarão a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Contudo, as ofertas que foram feitas antes da posse de Massis Júnior serão mantidas. Por fim, a comissão técnica liderada por Hernán Crespo permanece prestigiada, e o novo presidente não planeja fazer mudanças no comando técnico.

