A Chegada em Momento Crítico
Em 2023, o Vasco se encontrava na lanterna do Campeonato Brasileiro, afundado na zona de rebaixamento após 17 rodadas. A necessidade de um centroavante goleador levou o clube a apostar em Pablo Vegetti, um argentino de 34 anos que vinha de uma temporada artilheira em seu país. Sua apresentação foi rápida: anunciado em uma sexta-feira, chegou no sábado e, no domingo seguinte, marcou o gol da vitória contra o Grêmio, encerrando um longo jejum de triunfos do time. A cabeçada, sua marca registrada, já dava o tom do que estava por vir.
Identificação Imediata e Liderança
A adaptação de Vegetti foi impressionante. Em apenas 21 jogos, marcou 10 gols e tornou-se peça fundamental na arrancada que livrou o Vasco do rebaixamento, um feito que parecia improvável. A identificação com a torcida foi instantânea, com memes e comemorações icônicas, como a imitação de um pirata, viralizando. Fora de campo, o atacante demonstrava liderança, sendo uma referência para companheiros e funcionários, capaz de proferir discursos motivacionais em momentos de tensão.
Protagonismo em 2024 e Renovação
Em 2024, apesar da irregularidade do Vasco no Brasileirão, Vegetti manteve seu protagonismo. O time terminou em 10º lugar, mas a esperança de título veio na Copa do Brasil, onde o atacante foi o destaque, artilheiro do torneio com sete gols e decisivo nas quartas de final. O início de 2025 foi marcado por uma longa negociação para a renovação de seu contrato, que se estendeu até o fim de 2026 após um acordo salarial.
O Artilheiro do Brasil e a Despedida Amigável
O ano de 2025 consolidou Vegetti como o principal artilheiro do futebol brasileiro, com 27 gols. No entanto, com a chegada de Fernando Diniz, seu papel mudou. O treinador optou por um ataque mais móvel, e Vegetti, com 37 anos, passou a ser um “12º jogador”, entrando frequentemente do banco de reservas. Mesmo com a nova função, o atacante demonstrou profissionalismo e respeito pela decisão do treinador. Ele deixa o Vasco como segundo maior artilheiro estrangeiro da história, com 60 gols em 140 jogos, atrás apenas de Villadoniga. A luta contra o rebaixamento deu lugar a uma campanha que chegou à final da Copa do Brasil, onde o Vasco foi vice-campeão. Enxergando no Cerro Porteño uma última grande oportunidade de vínculo antes da aposentadoria, Vegetti e o Vasco chegaram a um acordo amigável para sua liberação.

