Da bola para o cinema: a nova carreira de John Carew
O mundo do futebol se despede de muitos craques, mas alguns deles encontram caminhos surpreendentes para continuar suas trajetórias. John Carew, atacante norueguês que marcou época em clubes como Valencia, Roma e Aston Villa, é um exemplo disso. Após pendurar as chuteiras em 2012, o ex-jogador, conhecido por sua imponente presença física de 1,95m, decidiu mergulhar no universo da atuação, construindo uma carreira sólida nas telas.
A paixão pela arte que nasceu nos gramados
O interesse de Carew pela atuação não é recente. Em entrevista ao The New York Times, o ex-atacante revelou que já frequentava aulas de representação desde 2009, ainda em atividade. “Comecei a ter aulas de representação em 2009. Um professor vinha a um apartamento que eu tinha em Londres e trabalhávamos textos e a forma de entrar numa personagem. Já tinha interesse nisto há algum tempo durante a minha carreira no futebol”, contou.
Do campo para as produções de sucesso
Após se aposentar, Carew dedicou-se integralmente à nova profissão e já participou de diversas produções cinematográficas e televisivas. Destaque para sua atuação no filme “Malévola: Dona do Mal”, contracenando com a estrela Angelina Jolie. Na televisão, ganhou notoriedade na série norueguesa “Heimebane” (Home Ground), que lhe rendeu projeção internacional. Seus trabalhos também foram exibidos em plataformas globais, incluindo a Netflix.
Sonhos de Hollywood e um passado polêmico
Com o carisma e a presença que o destacaram nos campos, John Carew almeja papéis de destaque em Hollywood. Seu grande objetivo é interpretar um vilão em um filme da franquia “James Bond”, idealizando um papel de assassino a soldo. “Quero ser um vilão num filme do James Bond. Não o vilão principal, mas um assassino a soldo. Quero ser o braço direito do mau da fita, como um assassino silencioso que perde uma luta com o Bond”, declarou.
A trajetória de Carew fora dos gramados também enfrentou desafios. Em 2022, o ex-jogador foi condenado na Noruega por evasão fiscal, chegando a cumprir uma pena de 14 meses de prisão, um capítulo polêmico em sua vida pós-futebol.

