A Virada de Chave no Galo
A trajetória de André Luiz no Atlético-MG em 2003 é um exemplo de superação e de como uma oportunidade pode mudar um destino. Chegado ao clube com um contrato de apenas três meses, o zagueiro se viu em um elenco recheado de opções para a zaga, o que o levou a ser frequentemente deixado de fora até mesmo dos treinos coletivos. “Eu praticamente nem fazia coletivo. Nem fazia os treinos quando eram só 22 atletas dentro do campo. Ficava correndo em volta do campo e fazendo os trabalhos simples com o preparador físico, com o auxiliar”, relembrou o ex-atleta em entrevista ao ge.
Estreia de Sonho em Clássico Eletrizante
Tudo mudou no dia 15 de janeiro de 2003. Com problemas de lesão no setor defensivo, o técnico Celso Roth convocou André Luiz para sua estreia. E o palco não poderia ser mais imponente: um clássico contra o Cruzeiro no Mineirão lotado. Apesar do nervosismo inicial, a situação se reverteu em poucos minutos. Aos quatro minutos de partida, André Luiz aproveitou um cruzamento e, de cabeça, abriu o placar para o Galo diante de 80 mil torcedores. “Foi um dia fantástico para mim. Eu não vou mentir que eu tive um pouco de medo, porque eu nunca tinha jogado um jogo desse tamanho”, confessou.
Do Gol ao Reconhecimento e Carreira Internacional
Apesar da derrota do Atlético-MG por 4 a 2 para o Cruzeiro, com atuação de destaque de Alex, o gol e a segurança demonstrada por André Luiz renderam-lhe a posição de titular e a renovação de contrato por mais quatro anos. Essa sequência o levou a disputar mais de 100 partidas e marcar oito gols com a camisa alvinegra. Em 2005, a carreira tomou um novo rumo com a transferência para o Nancy, da França, onde se tornou ídolo, conquistando a inédita Copa da Liga Francesa e passando oito temporadas, enfrentando craques como Ibrahimovic e Benzema.
Retorno ao Brasil e Nova Missão na Base
Após sua marcante passagem pela França, André Luiz retornou ao Brasil em 2013. Apesar de propostas para a Série A, optou por jogar a Série B pelo Palmeiras, motivado pela estrutura do clube. Conquistou o acesso com a equipe paulista e, aos 33 anos, pendurou as chuteiras. Atualmente, aos 46 anos, o ex-zagueiro dedica-se à formação de novos talentos como gerente de futebol da base do Uberlândia, onde busca replicar o sucesso que um dia o projetou no futebol profissional.

