A temporada de 2025 do Corinthians foi marcada por altos e baixos, mas coroada com dois títulos. Ao entrar em 2026, o cenário para os jogadores do Timão apresenta trajetórias distintas: alguns se firmaram como peças fundamentais, enquanto outros perderam espaço e se tornaram alvos de negociação. O ge Corinthians analisou o desempenho dos atletas para entender quem chega em alta e quem pode estar de saída.
Goleiros em Destaque e Laterais em Ascensão
Hugo Souza consolidou-se como um dos pilares do elenco. Sua regularidade e atuações decisivas, especialmente em defesas de pênaltis nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, chamaram a atenção até mesmo da Seleção Brasileira, com convocações para amistosos e o radar para a Copa do Mundo. O bom desempenho fez o clube recusar uma proposta do Milan.
Na lateral esquerda, Matheus Bidu protagonizou uma reviravolta. Após quase ser negociado em 2024, reconquistou a titularidade e apresentou um crescimento notável, disputando 43 jogos como titular e contribuindo com cinco gols e quatro assistências. Do lado direito, Matheuzinho se tornou peça-chave, especialmente sob o comando de Dorival Júnior, que lhe deu mais liberdade ofensiva. Ele marcou três gols e deu seis assistências, sendo fundamental em lances cruciais da Copa do Brasil.
Meio-Campo Valorizado e Ataque com Pontos de Interrogação
O jovem Breno Bidon foi, sem dúvida, uma das maiores surpresas da temporada. Após um início discreto, evoluiu significativamente, substituindo Rodrigo Garro com competência e brilhando como meia armador. Seus dribles e evolução o colocaram em evidência.
Memphis Depay, apesar do custo-benefício questionado, mostrou sua importância em momentos decisivos. Disputou seu maior número de jogos em uma temporada pelo clube, marcando 12 gols e dando dez assistências, além de ter sido crucial na Copa do Brasil. Por outro lado, Rodrigo Garro viveu uma temporada abaixo de 2024, com menos gols e assistências, e lidou com lesões e oscilações, vendo Breno Bidon assumir o protagonismo em suas ausências.
Zaga em Desprestígio e Jovens em Busca de Espaço
Os zagueiros Félix Torres e Cacá enfrentaram dificuldades. Félix Torres perdeu muito espaço, com atuações ruins e improvisações na lateral direita, tornando-se uma opção de negociação. Cacá, embora tenha atuado mais que Torres, também apresentou atuações decepcionantes nas últimas partidas.
Gui Negão teve um início promissor, marcando gols importantes, mas perdeu espaço com o retorno dos titulares e terminou o ano sem balançar as redes nos últimos meses. Além disso, os laterais Hugo e Ryan, e o meio-campista Charles, com poucas oportunidades e/ou desempenho irregular, podem ser negociados em 2026, dependendo de propostas.

