Defesa azeitada e resiliência em campo
O Juventude, sob o comando de Barbieri, tem apresentado uma segurança defensiva notável, mesmo em situações adversas. No recente confronto contra o Grêmio, a equipe conseguiu manter a organização tática e a solidez defensiva, mesmo com a expulsão do zagueiro Gabriel Pinheiro. Essa capacidade de adaptação e manutenção da estrutura defensiva, mesmo com um jogador a menos, evidencia o bom trabalho de entrosamento do setor.
Ataque como principal desafio para Barbieri
Apesar da força defensiva, o setor ofensivo do Juventude ainda representa um desafio a ser superado. Juan Christian tem se destacado com atuações decisivas, pedindo mais oportunidades entre os titulares. No entanto, a dupla de ataque titular, composta por Taliari e Alisson Safira, ainda não engrenou, com apenas um gol cada um nas seis partidas disputadas. Ambos atuam preferencialmente pelas pontas e não possuem as características de um centroavante, o que torna a equipe dependente de jogadas individuais e chutes de média distância.
Dependência de jogadas individuais e cruzamentos sem finalizador
A falta de um centroavante com características de área tem levado o Juventude a depender excessivamente de lances individuais e cruzamentos que, muitas vezes, não encontram um jogador para finalizar. Essa previsibilidade no ataque pode ser explorada pelos adversários, dificultando a criação de jogadas e a chegada efetiva ao gol. A equipe, embora invicta no Gauchão, precisa diversificar suas opções de criação.
Semana livre para ajustes antes das quartas de final
Com a semana livre para treinamentos, Barbieri tem a oportunidade de trabalhar intensamente para calibrar o setor de ataque. O objetivo é tornar a equipe menos previsível, aumentar as opções de criação e garantir que os cruzamentos encontrem um finalizador. A meta é que ataque e defesa funcionem em plena sintonia para o decisivo confronto contra o São José, pelas quartas de final do Gauchão, no Alfredo Jaconi.

