Clima tenso no Tricolor Paulista
O ano de 2025 mal acabou para o São Paulo, mas os bastidores do clube já fervem com o planejamento para 2026. Apesar da permanência confirmada do técnico Hernán Crespo, a diretoria liderada por Julio Casares está promovendo uma série de demissões, tanto de funcionários quanto de atletas, o que tem gerado um clima de insegurança e mal-estar na Barra Funda.
Cortes que surpreendem e causam revolta
As recentes dispensas de profissionais de setores como rouparia, massagem e segurança, alguns com mais de 20 anos de serviços prestados, foram recebidas com surpresa e descontentamento por parte de outros funcionários. Fontes internas relatam um sentimento de injustiça, como se a culpa pelos resultados aquém do esperado na temporada recaísse sobre esses trabalhadores. Há quem considere as demissões um “exagero” da alta cúpula, que, por sua vez, justifica as ações como necessárias para tirar os colaboradores da “zona de conforto” e aumentar a “competitividade interna”.
Mais saídas confirmadas e planejadas
As demissões não devem parar por aí. A diretoria planeja cortar mais 12 a 15 funcionários, atingindo departamentos como o médico, fisioterapia e fisiologia. Profissionais como o médico Pedro Henrique Perez, o auxiliar de fisiologia Paulo Eduardo Teixeira, o coordenador de reabilitação física Carlos Alberto Presinoti e a fisioterapeuta Cilmara Moretti já foram dispensados. Além dos cortes de pessoal, o São Paulo também se prepara para diversas saídas no elenco.
Atletas com futuro incerto no Morumbi
No que diz respeito aos jogadores, o volante Luiz Gustavo, um dos mais bem pagos do elenco, tem sua permanência praticamente descartada para 2026. Outros nomes como Dinenno, Rigoni, Patryck Lanza e Young também não devem ter seus contratos renovados ou seguir no clube. A intenção da diretoria é trazer “sangue novo” e oxigenar o quadro de funcionários e atletas, visando melhorar a estrutura e os processos para a próxima temporada.

