O Vasco vivenciou uma de suas derrotas mais amargas recentemente, com o placar de 2 a 1 para o Corinthians na final da Copa do Brasil, no Maracanã. A torcida, que nutria uma esperança real de encerrar um jejum de 14 anos em títulos nacionais, sentiu o golpe. O time havia conquistado a vaga na final com méritos, superando rivais como Botafogo e Fluminense com atuações equilibradas. No entanto, a falta de uma vitória em São Paulo, no jogo de ida, pesou na decisão.
Faltou casca para suportar a pressão
Enquanto a partida em São Paulo foi marcada pela solidez vascaína, o confronto no Maracanã revelou fragilidades. Diante de mais de 65 mil torcedores, a equipe cometeu três erros cruciais, dois deles capitalizados pelo Corinthians para construir a vitória. Apesar de ter mais posse de bola e iniciativa, o time de Ramón Díaz demonstrou falta de experiência para conter a estratégia adversária e evitar falhas decisivas.
Corinthians: um fantasma recorrente
A rivalidade entre Vasco e Corinthians ganhou mais um capítulo traumático. Em 25 anos, o clube paulista se tornou um algoz em momentos importantes para o Cruzmaltino, com o Mundial de 2000, o Brasileirão de 2011, a Libertadores de 2012 e, agora, a Copa do Brasil de 2025. A experiência, como destacou o técnico Ramón Díaz, é um fator intransferível, e o Vasco, com um elenco consideravelmente mais jovem que o do Corinthians, sentiu a diferença em sua primeira final de grande porte.
Aprendizados e o caminho para 2026
A temporada de 2025, apesar da frustração, deixa lições importantes. O Vasco acertou ao reformular parte do elenco na janela do meio do ano, mas a falta de profundidade no banco de reservas ficou evidente. Para 2026, o objetivo deve ser claro: retornar à Libertadores e ser competitivo em todas as frentes. Isso exigirá um elenco mais qualificado e opções confiáveis para sustentar o rendimento ao longo de uma temporada longa.
A torcida merece mais
A paixão da torcida vascaína é inquestionável, como demonstrado pelo Maracanã lotado e pelas festas nos últimos jogos. Após duas décadas marcadas por dificuldades e pelo sucesso dos rivais, os torcedores merecem voltar a erguer um troféu. O caminho para o título não é linear, como provam as trajetórias recentes de outros grandes clubes, mas o aprendizado com os erros e a busca constante por um time mais forte são fundamentais para reacender a esperança e a alegria da imensa torcida vascaína.

