Salah quebra o silêncio em meio a fase irregular
Mohamed Salah, após uma atuação discreta onde permaneceu no banco, decidiu usar as palavras para gerar manchetes, em vez de suas ações em campo. A insatisfação do jogador de 33 anos com a reserva, que já se estende por três partidas consecutivas sob o comando de Arne Slot, culminou em declarações que remetem à saída conturbada de Cristiano Ronaldo do Manchester United. Salah se disse “usado como bode expiatório” e que “alguém quer que eu leve toda a culpa”, ecoando o sentimento de traição expresso por CR7 em sua entrevista a Piers Morgan, semanas antes de sua saída em novembro de 2022.
A “classe permanente” em xeque e a queda de produção
Apesar de conquistar o status de lenda no Liverpool com mais de 250 gols, a forma atual de Salah está aquém do esperado. Com apenas cinco gols em 19 jogos nesta temporada, o egípcio tem lutado para justificar sua titularidade. O técnico Arne Slot, que enfrenta pressão para encontrar uma fórmula vencedora, optou por deixar o astro no banco, uma decisão ousada diante da história do jogador no clube. A frase “a forma é temporária, mas a classe é permanente”, um antigo ditado do Liverpool, parece não se sustentar diante da queda de rendimento, que se iniciou nos últimos meses da temporada passada, com apenas nove gols em 33 partidas desde fevereiro.
Falhas defensivas e o fantasma de CR7
Além da diminuição na produção ofensiva, a contribuição defensiva de Salah, historicamente um ponto fraco, tem se tornado mais prejudicial. Com a saída de jogadores que compensavam suas falhas defensivas com dedicação e gols, como Luis Díaz e Diogo Jota, as lacunas deixadas por Salah se tornam mais evidentes. As recentes derrotas para Nottingham Forest e Chelsea tiveram falhas do atacante diretamente ligadas aos gols sofridos. A situação guarda semelhanças com Cristiano Ronaldo no United, que se tornou um problema quando os gols pararam de sair, apesar de seu alto salário e status.
O futuro incerto e o desafio à diretoria
Os comentários de Salah em Leeds podem ser tão prejudiciais quanto qualquer falha em campo, representando um desafio à diretoria e ao técnico Arne Slot. No entanto, seria uma jogada surpreendente do clube optar por um jogador experiente e prestes a completar 34 anos em detrimento de um técnico que levou o time ao título da Premier League em sua primeira temporada. A realidade é que, se Salah estivesse jogando em seu melhor nível, não teria perdido a vaga. Suas conquistas passadas lhe renderam o status de lenda, mas sua forma recente o coloca no mesmo patamar de qualquer outro jogador. No fim das contas, o próprio Salah parece ter se colocado em uma posição delicada.

