Di María levanta polêmica e critica gestão de jogadores argentinos no Atlético de Madrid
Ángel Di María, craque do Rosário Central, lançou duras críticas à forma como o Atlético de Madrid lida com seus compatriotas argentinos. Apesar de nunca ter vestido a camisa do clube colchonero, Di María possui um vasto conhecimento sobre a equipe, acumulado durante seus quatro anos como jogador do rival Real Madrid. Em declarações recentes, o veterano atacante expressou sua preocupação com o desenvolvimento de jogadores argentinos no time comandado por Diego Simeone, sugerindo um padrão de desmotivação e trajetórias de carreira semelhantes.
Segundo Di María, o Atlético de Madrid apresenta um comportamento peculiar em sua gestão de atletas. Ele descreve o clube como “meio estranho”, onde o sucesso inicial pode rapidamente dar lugar a um declínio na motivação dos jogadores. “Quando as coisas vão bem, vão bem. Aí, de repente, acho que eles desmotivam os jogadores. Eles começam a desaparecer,” afirmou o jogador, destacando que essa é uma tendência observada na maioria dos atletas argentinos que passam pelo clube.
Di María ressaltou a dificuldade que muitos encontram em manter uma sequência de jogos como titular e uma permanência sólida no elenco. “Isso acontece com a maioria dos caras que passam por lá. São poucos os que têm uma sequência de jogos como titulares e nunca saem do time,” completou, pintando um quadro desafiador para os talentos sul-americanos na capital espanhola.
Argentinos no elenco colchonero: um cenário de desafios?
Atualmente, o elenco do Atlético de Madrid conta com uma considerável presença de jogadores argentinos. Seis atletas da Albiceleste vestem as cores do clube: Nahuel Molina (lateral), Thiago Almada (meia), Julián Álvarez (atacante), Giuliano Simeone (atacante), Nicolás González (atacante) e Juan Musso (goleiro). A crítica de Di María, portanto, abrange um grupo significativo de talentos que poderiam estar florescendo sob outra gestão.
Apesar das dificuldades apontadas por Di María no contexto do Atlético de Madrid, o atacante fez questão de elogiar a força e a paixão que seus compatriotas demonstram ao vestir a camisa da seleção argentina. Ele observa uma transformação notável nesses atletas quando representam seu país, independente de suas situações em seus clubes.
“O mais legal da seleção é que, quando esses caras vestem o azul e branco (da Argentina), eles se transformam. Eles jogam de forma incrível, adoram estar com a seleção,” declarou Di María, evidenciando o poder unificador e motivacional da camisa albiceleste. Essa paixão, segundo ele, é capaz de superar os obstáculos encontrados em seus clubes de origem.
Um histórico de rivalidade e confrontos marcantes
A relação de Di María com o Atlético de Madrid é marcada por uma intensa rivalidade, originada em sua passagem pelo Real Madrid entre 2010 e 2014. Durante esse período, o argentino disputou 15 clássicos contra o time de Simeone, saindo vitorioso em 11 ocasiões, com dois empates e apenas duas derrotas. Essa trajetória vitoriosa contra o rival demonstra seu impacto em confrontos diretos.
Os embates entre Real Madrid e Atlético de Madrid sob a influência de Di María incluíram momentos decisivos, como a final da Liga dos Campeões da UEFA de 2013/2014, vencida pelo Real, e a decisão da Copa do Rei de 2012/2013, onde o Atlético levou a melhor. Esses jogos épicos solidificaram a rivalidade e a importância de cada duelo.
O momento atual de Di María e o futebol argentino
Atualmente, Di María veste a camisa do Rosário Central, clube que ocupa a quarta posição no Grupo B do Torneo Apertura. A Associação de Futebol da Argentina (AFA) anunciou uma greve em apoio ao seu presidente, investigado por fraude, o que resultou no adiamento da nona rodada da competição. O Rosário Central tem seu retorno aos gramados agendado para o dia 11 de março, quando enfrentará o Argentinos Juniors às 17h30 (horário de Brasília).
Di María tem se destacado em sua passagem pelo futebol argentino, como demonstrado em seu recente golaço de falta que decidiu o clássico contra o Newell’s Old Boys. Sua presença continua a agregar valor e experiência ao futebol local, enquanto suas opiniões sobre a gestão de talentos internacionais geram debate.

