Fernando Diniz e o Vasco iniciam 2026 com a missão de superar a dor da derrota na final da Copa do Brasil e, ao mesmo tempo, buscar algo raro no clube: a continuidade. Se permanecer no cargo até 22 de fevereiro, o treinador atingirá 288 dias à frente do Cruzmaltino, ultrapassando Ramón Díaz e se tornando o técnico com o trabalho mais longevo em quase uma década.
Marco de longevidade e a rara estabilidade em São Januário
Desde a passagem de Jorginho, que comandou o time entre agosto de 2015 e outubro de 2016, o Vasco não tem um treinador que permaneça por tanto tempo. Jorginho foi, inclusive, o último a iniciar e encerrar uma temporada dirigindo o clube. Após sua saída, ao fim da Série B de 2016, o Vasco viu 22 treinadores (sem contar os interinos) passarem pelo banco em nove temporadas. Em termos de jogos, o trabalho atual de Diniz já é o segundo mais extenso no período, com 44 partidas em 2025, atrás apenas de Zé Ricardo, que teve 50 jogos entre 2017 e 2018.
Continuidade: um divisor de águas na carreira de Diniz e no Vasco
A estabilidade em São Januário representa uma novidade não só para o Vasco, mas também para a carreira de Fernando Diniz. Sua atual passagem pelo clube já é a terceira mais longa de sua trajetória como treinador. Os oito meses e 44 jogos ficam atrás apenas de seus trabalhos no São Paulo (cerca de 16 meses e 77 jogos, entre 2019 e 2021) e no Fluminense (149 jogos, entre 2022 e 2024). Com a manutenção do trabalho para 2026, Diniz busca consolidar sua permanência e aumentar a regularidade de resultados.
Desenvolvimento de talentos e reforços pontuais para 2026
Um dos grandes legados de Diniz no Vasco até agora é o desenvolvimento de Rayan. O jovem, que antes oscilava, tornou-se a principal peça da equipe sob o comando do treinador, com a expectativa de se tornar a maior venda da história do clube. Além de Rayan, outros jogadores se firmaram, compondo a espinha dorsal do time que disputou a final da Copa do Brasil. Quatro dos onze titulares na decisão chegaram na janela de meio de ano sob a batuta de Diniz: Carlos Cuesta, Robert Renan, Thiago Mendes e Andrés Gómez. O treinador também foi fundamental na decisão do clube em antecipar o retorno de Cauan Barros, que se tornou um pilar do meio-campo vascaíno.
Objetivo claro: quebrar o jejum de títulos e disputar competições
Com a missão de levar o Vasco ao primeiro título em dez anos – o último foi o Carioca de 2016 –, Fernando Diniz inicia a preparação para 2026 com o elenco completo. O ano promete ser desafiador, com o Campeonato Carioca, o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana no calendário. A estreia no estadual será em 15 de janeiro contra o Maricá, em São Januário, enquanto o Campeonato Brasileiro começa em 28 de janeiro com o Vasco enfrentando o Mirassol fora de casa.

