O Vasco iniciou a temporada de 2026 com o pé direito, vencendo o Maricá por 4 a 2 em São Januário, na estreia do Campeonato Carioca. O técnico Fernando Diniz aprovou a performance geral da equipe, apesar de reconhecer alguns “vacilos” defensivos que levaram aos gols do adversário e à expulsão de Lucas Piton.
Destaques e falhas na vitória inicial
Diniz destacou a “posse bastante impositiva” e o potencial ofensivo do time, que poderia ter ampliado o placar. No entanto, o treinador lamentou os gols sofridos, originados de lances de bola parada e um erro de marcação. “Tivemos uma posse bastante impositiva. Fizemos dois gols no primeiro tempo, mas poderíamos ter feito três, quatro, cinco. E o ponto negativo foi conceder um escanteio que não precisava e, depois, falhar na marcação. E o lance da expulsão”, analisou Diniz. Mesmo com um jogador a menos no segundo tempo, a equipe conseguiu se reorganizar e marcar mais dois gols, demonstrando resiliência.
Rayan: potencial e futuro no clube
O jovem Rayan, autor de dois gols na partida, tem sido alvo de especulações sobre uma possível transferência para o Bournemouth, da Inglaterra. Diniz, no entanto, reiterou sua opinião de que este não é o momento ideal para a saída do atacante. “Eu via um potencial intenso no Rayan quando cheguei aqui. E acho que esse potencial está só no começo. Não acho que é o momento dele sair para nenhum time por nenhum valor nesse momento. Falo desportivamente e pela ligação que tenho com ele. Se fosse meu filho, diria para jamais sair do Vasco nesse momento”, afirmou o treinador. Diniz acredita que Rayan tem tudo para se consolidar no futebol brasileiro e, posteriormente, alçar voos maiores na Europa.
Próximos desafios e planos para o elenco
O Vasco voltará a campo no próximo domingo para enfrentar o Nova Iguaçu, também em São Januário. Diniz indicou que deve haver “bastante mexida” na escalação para a próxima partida, visando dar oportunidades a outros jogadores e gerenciar o elenco. Sobre possíveis reforços, como Hinestroza, e a situação de Vegetti, o técnico afirmou que, por enquanto, não há nada concreto, mas que as conversas e avaliações seguem.
Análise sobre os gols sofridos e a expulsão
O treinador também comentou os lances que levaram aos gols do Maricá, diferenciando-os de situações passadas e explicando os erros defensivos. A expulsão de Lucas Piton foi tratada como um aprendizado, tanto individual quanto coletivo. “Correção não serve só para o jogador que está sendo corrigido, serve para os outros que estão presenciando. É uma correção em todas as frentes, individual, coletiva, tática, psicológica… São momentos de jogo e tomadas de decisão onde a gente têm que aprender a ser grande”, disse Diniz.

