O técnico Fernando Diniz, do Vasco da Gama, demonstrou grande insatisfação com a expulsão do volante Cauan Barros durante a derrota por 1 a 0 para o Flamengo, no clássico válido pela terceira rodada do Campeonato Carioca. Para o treinador, a decisão do árbitro Bruno Arleu de mostrar o cartão vermelho direto aos quatro minutos do segundo tempo foi um lance determinante e desproporcional.
Críticas à expulsão e ao critério da arbitragem
Na coletiva pós-jogo, Diniz foi enfático ao classificar a expulsão como “ridícula” e “sem sentido”. Ele comparou o lance com uma jogada anterior no primeiro tempo envolvendo Andrés Gómez, que, segundo ele, foi menos grave e não resultou em punição. “Eu sinceramente ainda não consegui entender. […] O cara está passando, não sei se o Barros tentou dar um ‘totó’ no cara. Não tem nada, não tem força excessiva, risco de lesionar o jogador, nada”, argumentou o técnico, criticando a interpretação da câmera que, segundo ele, focou na chuteira do jogador próxima à panturrilha do adversário sem força significativa.
Diniz também expressou preocupação com a inconsistência do critério de arbitragem ao longo do campeonato. “Você vai ver que o campeonato vai acontecer, Carioca e Brasileiro, e o critério não vai ser o mesmo. Um lance como esse não vai acontecer a expulsão. Com aquela contundência ainda, com aquela vontade de expulsar, vai ser muito difícil acontecer”, lamentou.
Análise do desempenho e a saída de Rayan
Apesar da frustração com a expulsão, o treinador reconheceu a superioridade do Flamengo no primeiro tempo. “Acho que o Flamengo jogou melhor que a gente no primeiro tempo. A gente não ficou à vontade para fazer o jogo que precisava”, admitiu.
A conversa também abordou a iminente saída do jovem Rayan para o futebol inglês. Diniz lamentou a perda do jogador, considerado o grande destaque do time. “Temos que pensar para a frente agora. Obviamente que, se o Rayan estivesse hoje, ele teria feito coisas positivas no jogo porque ele era o grande destaque do nosso time no ano passado e começou a temporada sendo o grande destaque do time”, disse, ressaltando a dificuldade em encontrar um substituto à altura.
O treinador também comentou sobre a decisão de Rayan em não atuar mais pelo clube, expressando um leve arrependimento por não ter agido mais firmemente no ano anterior para convencê-lo a permanecer. “Eu sou muito convicto de que, por mais que ele possa ir bem lá, não muda o que eu penso: a decisão mais acertada do Rayan era permanecer aqui por mais uma temporada”, avaliou, desejando sucesso ao jogador em sua nova jornada.
O futuro e o aprendizado da equipe
Diniz reiterou a necessidade de aprendizado da equipe, especialmente em relação ao comportamento em campo. “A gente tem que ser criticado por isso. A gente não pode ter o comportamento que a gente teve no primeiro tempo. Não é o jeito que eu quero que o Vasco jogue e não é o jeito que o Vasco tem que jogar”, afirmou, classificando a atuação inicial como um “ponto fora da curva”. O técnico demonstrou confiança na melhora do time e na capacidade de apresentar um desempenho superior em jogos futuros.

