Indignação e Resolução com Vegetti
O técnico Fernando Diniz manifestou profunda indignação com a goleada sofrida pelo Vasco contra o Atlético-MG na última rodada do Campeonato Brasileiro. A derrota por 5 a 0, que garantiu o clube em uma competição internacional em 2026, gerou controvérsia, especialmente pela substituição do atacante Pablo Vegetti ainda no primeiro tempo. O argentino saiu de campo visivelmente irritado, chutando copos e arremessando a chuteira no banco de reservas, após a expulsão de Hugo Moura e a consequente necessidade de reforçar a defesa.
Diniz afirmou que a situação com Vegetti foi prontamente resolvida. “Já conversei com ele e está tudo resolvido, não tem nada. Ele era opção para sair”, explicou o treinador, ressaltando que não pretendia expor o atacante em um cenário de desvantagem numérica e necessidade de recuo. “Eu não ia expor o Vegetti nesse jogo, com um jogador a menos, onde a gente ia precisar recuar o time, marcar muito e explorar a velocidade.”
Estratégia de Poupar Titulares e Garantia Internacional
O técnico defendeu veementemente a decisão de escalar um time majoritariamente reserva para a partida contra o Atlético-MG, classificando-a como uma medida inteligente para priorizar a semifinal da Copa do Brasil. Diniz rebateu as críticas de que o clube teria “largado” a competição nacional, enfatizando que a chance de classificação para a Copa Sul-Americana não era ameaçada e que o time escalado era competitivo.
“Ninguém largou a Sul-Americana. Ninguém abandonou. A gente veio aqui para tentar ganhar o jogo. Esse time que a gente jogou tem um monte de jogador que foi titular comigo”, argumentou Diniz. Ele também citou o risco de lesões em jogadores-chave, como Rayan e Léo Jardim, em um gramado sintético e com uma decisão importante da Copa do Brasil se aproximando. “Vocês só questionam depois do acontecido. Aí fica fácil, vocês devem achar que isso é justo, mas não é justo.”
Críticas e Resposta ao Debate
Diniz demonstrou incômodo com a abordagem de alguns repórteres, que, segundo ele, criavam narrativas negativas para o clube. “Para usar a sua narrativa, que é uma narrativa sempre para jogar para baixo, esse mesmo time que perdeu com o Rayan ganhou de 6 a 0 do Santos no Morumbi e não teve ninguém expulso”, contrapôs o treinador.
Ele reiterou seu compromisso com o Vasco e a torcida: “Eu quis vir para o Vasco, eu gosto de estar no Vasco, eu gosto do presidente do Vasco, eu gosto da camisa do Vasco e estou dando a minha vida para ajudar o Vasco.” Diniz concluiu expressando a esperança de que a experiência traumática sirva para fortalecer o time na busca por alegrias na Copa do Brasil.
Conquista Internacional e Cenário da Copa do Brasil
Apesar da derrota, o Vasco assegurou sua vaga em competições internacionais em 2026. A definição entre Libertadores ou Sul-Americana dependerá do desfecho da Copa do Brasil. Caso o time conquiste o torneio, garantirá a vaga na Libertadores. Se o título for de Corinthians, Cruzeiro ou Fluminense, e com o aumento de uma vaga para o Brasileirão, o Vasco se classificaria para a Sul-Americana.
Diniz comparou a situação com a de outros clubes, como o Cruzeiro, que também utilizou reservas em jogos do Brasileirão. “São opções que a gente tem. O time está classificado, a chance da gente ficar fora da Sul-Americana não era muito grande”, finalizou.

