Atraso na inscrição de reforços preocupa, mas diretoria trabalha para solucionar impedimento
O Botafogo segue impedido de registrar novos jogadores, o chamado transfer ban imposto pela FIFA. Alessandro Brito, diretor de gestão esportiva do clube, atualizou a situação nesta terça-feira, revelando que a diretoria está ciente do problema desde outubro e trabalha incansavelmente para reverter a punição. Segundo o dirigente, a resolução não é simples e envolve negociações jurídicas e financeiras com a MLS e o Atlanta United.
Necessidade de vendas como ‘lado positivo’ para o clube
Brito destacou que o Botafogo precisa se manter financeiramente equilibrado e, para isso, a venda de atletas se torna uma necessidade. Ele viu a recente janela de transferências como uma prova da qualidade do elenco, com cerca de 90% dos jogadores recebendo propostas. Essa movimentação, segundo ele, demonstra a capacidade do clube de se sustentar com recursos próprios e o caminho de crescimento traçado para os próximos anos.
Dívida com Atlanta United e propostas da MLS
Para encerrar o transfer ban, o Botafogo precisa acertar o pagamento de US$ 21 milhões (aproximadamente R$ 114 milhões) referentes a uma condenação da FIFA. As negociações ocorrem diretamente com o Atlanta United e a MLS. Recentemente, a liga americana apresentou duas propostas: quitação integral à vista ou pagamento de metade do valor como entrada, com o restante parcelado em até um ano. O CEO do clube, Thairo Arruda, lidera essas conversas.
Impacto das restrições e busca por reforços continua
Apesar do impedimento, o Botafogo segue ativo no mercado em busca de reforços para 2026, com nomes como Ythallo e Lucas Villalba já treinando com o elenco, mas sem poder serem inscritos. Cristian Medina é outro nome com acerto. A reação de jogadores e seus representantes às restrições varia, com alguns demonstrando cautela e outros confiando na rápida resolução do problema. Desde o fim do ano passado, o clube já negociou Marlon Freitas, Lucas Halter e David Ricardo, além de ter tido o retorno de Gabriel Bahia, Cuiabano e Mastriani aos seus clubes de origem e o empréstimo de Jeffinho, Segovia e Yarlen.

