Jejum de vitórias e pressão por resultados
O Santos atravessa um momento delicado, com quatro partidas sem vencer e apenas um triunfo em cinco jogos no Campeonato Paulista. A campanha irregular, às vésperas do início do Brasileirão, levanta questionamentos sobre o trabalho do técnico Juan Pablo Vojvoda. A equipe, que ainda busca ajustes antes da estreia na Série A contra a Chapecoense e se prepara para um clássico decisivo contra o São Paulo no Paulistão, tem sido alvo de desconfiança e protestos da torcida, que vaiou a diretoria no último jogo.
Presidente defende Vojvoda e pede tempo
Apesar da pressão, o presidente Marcelo Teixeira reafirma a confiança total no trabalho de Vojvoda. Em declarações públicas, Teixeira espera a chegada de novos reforços e argumenta que o treinador, há seis meses no clube, precisa de mais tempo para implementar suas ideias e colher frutos. O dirigente ressalta que a responsabilidade pelos resultados não recai unicamente sobre o técnico, mas é compartilhada pela diretoria e todos os envolvidos no processo de reconstrução do clube.
Vojvoda e a missão de reconstrução
Vojvoda assumiu o Santos em um momento crítico, com a missão de livrar a equipe do rebaixamento na temporada passada. Sob seu comando, o clube passou por uma significativa reformulação, com a saída de mais de 20 jogadores e a chegada de 11 novos atletas. O argentino conseguiu, na última rodada, garantir a permanência na Série A e a vaga na Copa Sul-Americana, demonstrando sua capacidade de gerenciar crises.
Reforços e equilíbrio financeiro
Neste ano, o Santos contratou apenas Gabigol e Gabriel Menino, e busca ainda pelo menos mais um reforço, com Rony sendo o nome em pauta para suprir a saída de Guilherme. No entanto, a diretoria adota cautela, afirmando que não fará investimentos que comprometam as finanças do clube. O presidente Teixeira enfatiza a necessidade de equilíbrio financeiro para que o Santos retome seu DNA e volte a disputar títulos, ressaltando que a irresponsabilidade financeira não faz parte dos planos.

