Diretor do JF Vôlei usa recursos próprios para reerguer equipe na Superliga e valoriza apoio da esposa na jornada difícil
Conforme informação divulgada pelo ge, Maurício Bara, coordenador e alguém fundamental na história recente do JF Vôlei, revelou o esforço financeiro que fez para manter o time na elite do voleibol nacional. Em meio a dificuldades técnicas e financeiras que afetaram o desempenho do clube, Bara tirou dinheiro do próprio bolso, contando com a ajuda inestimável de sua esposa, Leiliane, para que a equipe não encerrasse suas atividades.
Este esforço pessoal ocorreu após anos de altos e baixos, incluindo rebaixamentos, desistências da Superliga por motivos financeiros e uma trajetória marcada por muita resiliência e dedicação. Apesar de não ser milionário, Bara sempre investiu suas economias para garantir a sobrevivência do projeto, que, segundo ele, é como um filho, uma paixão que não poderia ser abandonada apesar das adversidades.
Para Maurício Bara, a volta do JF Vôlei à Superliga após sete anos representa uma conquista importante, mas também uma enorme responsabilidade. Mesmo com recursos limitados, a equipe conseguiu captar cerca de 70% do valor considerado ideal para o orçamento, o que, na visão do dirigente, melhora a sustentabilidade do projeto e melhora a saúde financeira do clube.
As dificuldades financeiras e a luta para manter o time na elite
O JF Vôlei foi campeão da Superliga B em 2021, mas decidiu não disputar a elite na temporada seguinte, por falta de recursos. Depois, aceitou o rebaixamento na divisão de acesso e voltou a disputar a Superliga C. Mesmo assim, Bara estendeu sua dedicação, focando na formação de categorias de base, em um período de grande aprendizado, mesmo sem a possibilidade de retorno imediato ao profissional.
De acordo com Bara, sua preocupação sempre foi manter o projeto vivo, nunca deixando de apoiar a equipe, mesmo porque recursos financeiros próprios quase sempre foram essenciais para cobrir custos que o clube não conseguia arcar. Ele destaca que, mesmo com uma das menores folhas salariais da Superliga, o projeto tenta ser sustentável por meio de doações e outras arrecadações extras, como a renda de jogos.
O esforço de montar o elenco diante do mercado já movimentado
O dirigente também contou que, com pouco tempo até o começo da temporada, a equipe precisou atuar de forma criativa para montar o elenco, mantendo oito jogadores da base campeã da Superliga B, mesmo com outras equipes já tendo contratado nomes do mercado. O desafio grande é segurar seus principais jogadores, diante de ofertas de times tanto no Brasil quanto no exterior.
Atualmente, o JF Vôlei vive uma fase difícil na Superliga masculina, ocupando a última colocação, com uma vitória e nove derrotas, acumulando oito derrotas consecutivas. Essa situação, embora decepcionante, não diminui o orgulho do dirigente que, mesmo diante das dificuldades, celebra o retorno ao mais alto nível do voleibol nacional e reafirma seu compromisso de manter o time na elite, independentemente do resultado esportivo.
Desafios e esperança para o futuro do projeto
Maurício Bara encerrou sua fala reforçando o compromisso de seguir levando o projeto adiante, mesmo com as limitações financeiras e os obstáculos esportivos. Para ele, a responsabilidade de manter o clube ativo na Superliga é grande, mas a satisfação de disputar novamente a elite é indescritível, reforçando o sonho de um dia transformar o JF Vôlei em um time mais sólido, sustentável e de destaque no voleibol brasileiro.
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