Um especialista em copas sob condições adversas
Dorival Júnior, aos 63 anos, consolida-se como o principal arquiteto da transformação do Corinthians em uma força em competições de mata-mata. Em cerca de nove meses de trabalho, o técnico guiou o clube, assolado por dívidas e crises políticas, à conquista de duas taças nacionais em poucas semanas. A vitória incontestável sobre o poderoso Flamengo na Supercopa Rei, inaugurando a temporada alvinegra com festa, é o mais recente testemunho de sua capacidade.
Superação em campo: A vitória contra o Flamengo e a virose
O desafio contra o Flamengo na Supercopa foi acentuado por uma virose que acometeu grande parte do elenco corinthiano, incluindo jogadores chave. Mesmo diante dessa adversidade física e anímica, Dorival Jr. e sua comissão técnica montaram um time abnegado e disciplinado. A equipe não apenas sobreviveu, mas dominou o confronto em diversos momentos, impondo um ritmo que desconcertou o time carioca. A marcação coesa, sem abrir mão do jogo ofensivo, culminou em um gol que abriu caminho para o título, refletindo a filosofia de jogo de seu comandante.
Um histórico de vitórias em mata-matas
O sucesso recente do Corinthians é reflexo da expertise de Dorival Júnior em jogos decisivos. Segundo levantamento do Sofascore, o treinador avançou em 22 dos 24 confrontos de mata-mata disputados desde 2021. Sem o glamour de muitos colegas, Dorival Silvestre Júnior se firma como um dos maiores conquistadores de taças do futebol brasileiro, aliando a vitória a trabalhos consistentes e convincentes. Apesar de uma campanha instável no Campeonato Brasileiro, a capacidade de excelência em momentos cruciais, superando um cenário caótico no clube, credita a Dorival um lugar de honra na história corinthiana.
Superando gigantes e construindo um legado
A jornada de Dorival no Corinthians foi marcada pela superação de adversários de peso. Na Supercopa, protagonizou um duelo tático memorável contra Filipe Luís. Anteriormente, na Copa do Brasil, superou equipes mais estruturadas de Abel Ferreira e Léo Jardim, culminando em uma vitória decisiva contra o Flamengo no Maracanã, que demonstrou um triunfo do espírito corinthiano. A conquista de quatro Copas do Brasil por quatro clubes diferentes, e o trabalho aclamado na Seleção Brasileira, apesar das circunstâncias adversas da CBF na época, solidificam seu legado como um treinador capaz de moldar equipes vencedoras, mesmo em ambientes desafiadores. A capacidade de blindar o vestiário em meio a um cenário administrativo hostil é um mérito notável, que ressoa com a paixão e a identificação da torcida corinthiana.

