Fim de temporada e reflexões no Parque São Jorge
O empate em 1 a 1 contra o já rebaixado Juventude, na Neo Química Arena, marcou o encerramento da participação do Corinthians no Campeonato Brasileiro. A campanha irregular, com tropeços em casa, culminou com a 13ª colocação, garantindo apenas uma vaga na Copa Sul-Americana de 2026. O resultado frustrou as expectativas, que após vitórias pontuais, como contra o São Paulo, acenavam para uma possível classificação à Libertadores de 2026. A decepção com o desempenho no Brasileirão, que deixou o time atrás de rivais como o Santos, que lutava contra o rebaixamento na última rodada, reverberou nos bastidores do clube.
Lesões e erros em campo minam o desempenho
A diretoria e a comissão técnica do Corinthians entendem que a campanha aquém do esperado no Brasileirão foi impactada por fatores diversos. As lesões de peças importantes como Memphis Depay, Yuri Alberto e Rodrigo Garro são apontadas como um dos principais motivos para a instabilidade da equipe. No entanto, há também o reconhecimento interno de que erros individuais e coletivos em campo tiveram papel fundamental para os resultados insatisfatórios na competição nacional. O executivo de futebol, Fabinho Soldado, trabalha para “blindar” o vestiário e o técnico Dorival Júnior diante da pressão.
A sombra de Tite e a pressão por troca de comando
O cenário no Parque São Jorge é de apreensão, com o sentimento de uma nova fase de instabilidade, evidenciado pelos gritos de “é quarta-feira” ecoados pelas torcidas organizadas durante a partida contra o Juventude. Para agravar a situação, o nome de Tite, ídolo do clube, volta a circular com força nos bastidores. Livre no mercado e com a postura de não negociar com equipes que possuem técnicos empregados, o gaúcho representa uma alternativa que aumenta a pressão sobre Dorival Júnior. Apesar do respaldo público do presidente Osmar Stabile e dos esforços do departamento de futebol para manter a calma, a possibilidade de uma troca no comando técnico ganha força.
Tite mira o exterior, mas não descarta o Brasil
Em busca de um novo desafio após um período de recuperação, Tite tem sido sondado por clubes estrangeiros. O Besiktas, da Turquia, demonstrou interesse em contar com o treinador, que já recusou uma investida da equipe em outubro. Tite tem se preparado para o retorno ao trabalho, inclusive formando uma nova comissão técnica com Vinícius Bergantin, ex-Avaí. Embora o foco atual seja o futebol europeu, Tite não descarta um retorno ao Brasil caso receba uma oferta em 2026, mantendo o clube alvinegro como uma possibilidade.

