A contratação do zagueiro uruguaio Alan Saldivia pelo Vasco da Gama foi um processo longo e complexo, que durou cerca de cinco meses. Segundo Marco Vanzini, empresário do jogador, a negociação foi uma das mais desafiadoras de sua carreira. As conversas se iniciaram em agosto do ano passado e se estenderam até a janela de transferências de janeiro, quando o acordo foi finalmente selado.
A persistência do Vasco e a vontade do jogador foram cruciais
Vanzini destacou que o Colo-Colo, clube de origem de Saldivia, exigiu um valor considerável pelo atleta, ciente de seu potencial futuro. “É um jogador de alto nível, e o Colo-Colo queria um alto valor, porque sabe que se trata de um jogador de alto nível, que vai valer muito no futuro”, afirmou o empresário. Ele ressaltou que a vontade do jogador em vestir a camisa do Vasco e seu empenho em concretizar a transferência foram determinantes para o sucesso da negociação.
Fernando Diniz e Admar Lopes: peças-chave na articulação
A participação do técnico Fernando Diniz foi fundamental para convencer Saldivia. O treinador, que já havia demonstrado interesse no zagueiro quando dirigia o Fluminense e o Cruzeiro, manteve contato frequente com o jogador, exaltando as oportunidades de crescimento profissional no Vasco. “Diniz obviamente falou com ele várias vezes. Falou da vontade que ele tinha de chegar ao Vasco, que teria uma boa evolução em sua carreira, que profissionalmente para ele seria ótimo. Ele ajudou muito”, comentou Vanzini.
O diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, também foi elogiado pelo empresário pela condução profissional das conversas. A negociação evoluiu de um possível empréstimo para uma compra definitiva, com a definição dos percentuais dos direitos econômicos. “A negociação foi com Admar Lopes desde agosto do ano passado. Foi muito correta e profissional, ele é muito bom. Se adaptou a todos os tipos de movimento da negociação”, disse Vanzini, classificando o acordo como “nota 10”.
Saldivia chega ao Vasco com potencial para Europa
O Vasco adquiriu 55% dos direitos econômicos de Alan Saldivia por US$ 1,5 milhão, com a opção de compra de mais 15% por US$ 350 mil. Vanzini acredita que o zagueiro, monitorado por clubes europeus desde cedo, se adaptará rapidamente ao futebol brasileiro e se valorizará, abrindo portas para uma futura transferência para o exterior. “Acho que, agora, jogando em um time tão grande como o Vasco, ele conseguirá se adaptar rapidamente e seu valor será muito alto.”
Comparativo com Brian Rodríguez e outros casos
Marco Vanzini também comentou sobre a dificuldade em negociações envolvendo o Vasco, citando o caso do atacante Brian Rodríguez, do América-MEX. Segundo ele, o clube carioca procurou o empresário em diversas janelas de transferência para tentar trazer o jogador, mas os valores e a liberação do atleta se mostraram impeditivos. “Foi uma coisa similar a de Saldivia. Foi uma negociação complicada. Valores altos estavam envolvidos, tentamos ajudar o Vasco em duas ou três janelas, tentando construir uma negociação com o América. Mas foi impossível.”
O empresário também mencionou a negociação de Jean David para o Vasco, explicando que a falta de adaptação ao futebol brasileiro foi o principal motivo para o insucesso do jogador no clube. Vanzini, que atua no Brasil há três anos e intermediou outras negociações importantes como Piquerez (Palmeiras) e Loco Abreu (Botafogo), ressaltou a importância da conexão e colaboração entre os agentes, clubes e jogadores para o sucesso das transações.

