Endrick, joia brasileira de 19 anos, iniciou sua jornada no Lyon com o pé direito, marcando um gol e mostrando rápida adaptação em sua estreia pela Copa da França. Emprestado pelo Real Madrid até junho, o atacante revelou em entrevista ao clube francês os bastidores de seu novo momento, desde a influência tática de Abel Ferreira até o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026.
A Herança de Abel Ferreira e a Liberdade em Campo
O estilo de jogo que Endrick tem exibido na França não é novidade para o jovem talento. Ele atribui sua facilidade de adaptação ao trabalho desenvolvido no Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira. “É um estilo de jogo que estou acostumado, porque eu jogava com o Abel (Ferreira) do jeito que atuamos no último jogo, com um falso 9, que era o Pavel, e eu e o Afonso na frente, com liberdade de ir para a direita, de ir para dentro, de poder voltar ao meio para poder organizar também jogadas”, explicou Endrick.
Essa liberdade tática, que o permitia transitar por diversas áreas do campo e participar ativamente da construção de jogadas e finalizações, tem sido replicada no Lyon. “Fico muito feliz de ter essa liberdade no Lyon, de poder ter jogado assim no Palmeiras, onde eu tive essa liberdade de ir para a direita, de vir para dentro e fazer gols também, então, me sinto muito à vontade”, completou o atacante, evidenciando a base sólida que trouxe do futebol brasileiro.
O Sonho da Copa do Mundo de 2026
Com cerca de um semestre para mostrar seu valor antes de se apresentar oficialmente ao Real Madrid, Endrick tem um objetivo claro em mente: a Copa do Mundo de 2026. O atacante vê no período no Lyon uma chance de recuperar a boa fase e convencer Carlo Ancelotti, que também será o técnico da Seleção Brasileira, de seu potencial.
“O sonho de todo garoto é representar o país numa Copa do Mundo. É o meu sonho, não há dúvida. Vou fazer o máximo para estar na Seleção e procurar fazer bons jogos para estar apto a disputar a Copa do Mundo”, declarou. Endrick reforçou sua ambição de ajudar o Brasil a conquistar o hexacampeonato, um desejo que compartilha com milhões de brasileiros. “Se for da vontade de Deus primeiramente e depois do Ancelotti, vou estar muito contente para poder ajudar o Brasil a conquistar o hexa, que é o sonho de todo o brasileiro”.
Paulo Fonseca: Um “Paizão” no Comando
Além da adaptação tática, Endrick também destacou a excelente relação com seu novo treinador no Lyon, Paulo Fonseca. O português foi descrito como um “paizão” pelo jovem atacante, que ressaltou a capacidade e a sinceridade do técnico. “O Paulo é um grande treinador, um treinador com potencial gigante no futebol”, afirmou Endrick, lembrando de ter enfrentado Fonseca quando este estava no Milan.
A abordagem de Fonseca tem sido fundamental para a integração de Endrick. “Chegou, me abraçou bastante, tentou me enturmar um pouquinho mais com o time, falou as posições onde eu poderia jogar. Ali no jogo ele sempre me chamava, falava como fazer e para pressionar do jeito certo”, detalhou. O atacante valoriza a honestidade do treinador: “Percebi nele que tem a sinceridade também, o que é muito importante. O treinador vai te falar o que você tem que fazer e não o que você quer ouvir. Estou muito feliz com o Paulo e espero que possamos fazer uma grande temporada juntos”, finalizou Endrick, otimista com o futuro no clube francês.

