O talento de Endrick é inegável, e seu início avassalador no Lyon, com quatro gols em apenas três partidas, tem gerado grande entusiasmo. Contudo, transformar esse bom momento em um passaporte automático para a Copa do Mundo sob o comando de Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira ainda é visto como um exagero. A euforia em torno do jovem atacante parece mais baseada em seu vasto potencial futuro do que em uma construção sólida de carreira que justifique uma vaga no Mundial agora.
O Brilho em Lyon e a Realidade da Copa
Os gols no Campeonato Francês são um bom cartão de visitas, mas a distância entre o destaque em uma liga europeia de nível intermediário e a exigência de uma Copa do Mundo é considerável. Para realmente entrar na mira de Ancelotti, Endrick terá que manter um ritmo excepcional e demonstrar consistência em desafios maiores.
Concorrência de Peso e Experiências Passadas
O ataque é a posição mais bem servida no futebol brasileiro. Nomes como Vini Jr., Rodrygo, Raphinha, Matheus Cunha e Estêvão são exemplos de atletas consolidados ou com alto desempenho em ligas mais competitivas. A passagem de Endrick pelo Real Madrid, onde Ancelotti teria perdido parte do encanto, também serve como lembrete do longo e desafiador caminho.
O Peso das Ligas: França vs. Premier League
Para contextualizar, enquanto Endrick marca na França, Igor Thiago, pelo modesto Brentford, já tem 16 gols na Premier League, um número inédito para um brasileiro na liga inglesa. Essa comparação ressalta a diferença de peso entre as competições e o impacto de cada gol na percepção de um treinador.
O Caminho para Convencer Ancelotti
É evidente que, se Endrick mantiver o ritmo de gols, especialmente nas fases finais da Europa League, ele pode mudar a percepção. No entanto, seus concorrentes diretos também seguem em alta performance. A aposta de que Endrick estará na próxima Copa do Mundo, neste momento, é vista como um risco considerável, dada a alta competitividade e a necessidade de um histórico mais robusto.

