Diretores Pedem Licença Após Vazamento de Áudio
Douglas Schwartzmann, ex-diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, ex-diretora feminina, cultural e de eventos, pediram licença de seus cargos no São Paulo Futebol Clube. A decisão ocorreu horas após a divulgação de um áudio em que ambos admitem um esquema de comercialização ilegal de camarotes no Estádio do Morumbi, especialmente em dias de shows.
Esquema de Venda Clandestina Revelado
A gravação em questão, obtida pelo ge, detalha como o camarote 3A, identificado internamente como “sala presidência”, era explorado comercialmente. Segundo o áudio, Mara Casares teria recebido o camarote do superintendente Marcio Carlomagno e o comercializado, com ingressos custando até R$ 2,1 mil cada. A estimativa de faturamento apenas com este espaço seria de R$ 132 mil.
Envolvimento de Outros Dirigentes e Preocupações Internas
Douglas Schwartzmann, na gravação, afirma que Marcio Carlomagno estava ciente de todo o esquema e expressa preocupação com as consequências para o superintendente e para Mara Casares, que é ex-esposa do presidente Julio Casares. Schwartzmann também admite ter “ganhado” com o repasse de camarotes, descrevendo a situação como um “negócio” em que “todo mundo ganhou”.
Posicionamentos e Investigação Interna
O São Paulo Futebol Clube informou ter conhecimento do áudio e que realizará uma apuração interna dos fatos, adotando as medidas necessárias. Em notas divulgadas para grupos internos, Mara Casares e Douglas Schwartzmann repudiaram a matéria, alegando que suas falas foram distorcidas e retiradas de contexto, com o objetivo de inviabilização política. Schwartzmann explicou a frase “todo mundo ganhou” como uma metáfora para situações de prejuízo. Por outro lado, o movimento Salve o Tricolor Paulista, composto por conselheiros de oposição, manifestou consternação e pediu o afastamento cautelar de todos os envolvidos, incluindo o presidente Julio Casares e o superintendente Marcio Carlomagno, devido à proximidade com os fatos e aos cargos ocupados.

