Sindicância aponta irregularidades e sugere punição máxima
Uma sindicância interna recomendou ao São Paulo a revisão de todos os contratos firmados por Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-diretores afastados de suas funções e envolvidos em um esquema de comercialização ilegal de um camarote no Morumbi. A investigação apurou irregularidades na venda de ingressos para o show da cantora Shakira, confirmando o esquema admitido pelos próprios ex-dirigentes em áudio divulgado em dezembro.
Diretores afastados e sob pena máxima
Douglas Schwartzmann, que ocupava o cargo de diretor adjunto de futebol de base até 2025, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e ex-diretora feminina, cultural e de eventos, foram afastados de suas atividades no clube. Mara Casares também se encontra licenciada do Conselho Deliberativo. A sindicância sugere que ambos recebam a pena máxima prevista no regimento interno do clube, que pode resultar na exclusão do quadro associativo.
Áudio revela esquema e envolvimento de terceiros
Em um áudio obtido com exclusividade, Douglas Schwartzmann e Mara Casares admitem a utilização do camarote de forma irregular, afirmando que “todo mundo ganhou” com o esquema. A orientação para a revisão contratual abrange também negócios que tiveram a participação de Rita de Cassia Adriana Prado, apontada como intermediária na comercialização ilegal. O camarote em questão, identificado como “sala presidência”, teve seu direito de uso repassado a Prado, que explorou o espaço vendendo ingressos a valores que chegaram a R$ 2,1 mil cada, com um faturamento estimado de R$ 132 mil apenas para o camarote 3A.
Superintendente Marcio Carlomagno também é citado
No áudio, Douglas Schwartzmann menciona o superintendente Marcio Carlomagno, afirmando que ele estava ciente de tudo e expressando preocupação com as consequências para o dirigente. Schwartzmann sugere que Carlomagno seria demitido por ter concedido o camarote para exploração, enquanto ele próprio tentava se isentar de responsabilidade direta no esquema, alegando não ter seu nome em documentos e não ter recebido camarotes.

