O ex-meio-campista do Barcelona e Manchester City, Yaya Touré, voltou a disparar críticas contundentes contra Pep Guardiola, treinador com quem teve atritos marcantes nos dois clubes europeus. Em uma recente entrevista, o marfinense não poupou palavras para descrever o convívio difícil e explicou por que vê o espanhol como uma figura negativa em sua carreira.
“Como uma cobra”: a visão de Yaya Touré sobre Guardiola
Conhecido por sua trajetória de sucesso no futebol, Yaya Touré definiu Guardiola da seguinte maneira: “Não vejo um homem, vejo uma cobra”. Segundo Touré, o treinador sempre foi motivo de preocupação para sua família, especialmente para sua esposa, que nunca escondeu desconfiança sobre a postura do espanhol. “Ela me dizia: ‘Sheytan (diabo em árabe), ele não é um homem, é perverso’. Ela o via como uma pessoa negativa”, completou o ex-jogador.
Bastidores e mágoas nos anos de Barcelona
A relação conturbada teve início no Barcelona. Touré relata que, mesmo após se destacar na Copa do Mundo de 2010 com a Costa do Marfim, Guardiola pediu que ele se reapresentasse ao clube catalão, apesar do pouco espaço que vinha recebendo. “Aquele tipo me humilhou e não me deixou jogar o ano todo. No final da temporada, brillo no Mundial e, de repente, ele quer manter-me no Barcelona”, revelou. Segundo ele, sua esposa insistia para que ele saísse: “Ele te tratou como lixo e agora quer que você fique. Vamos para Manchester”.
Ciclo repetido no Manchester City
Touré trocou Barcelona pelo Manchester City, mantendo o alto nível de atuações até a chegada de Guardiola ao clube inglês, em 2016. O marfinense voltou a perder espaço gradativamente sob o comando do técnico espanhol e, em 2018, transferiu-se para o Olympiacos. A história, segundo Touré, repetiu o sentimento de não ser valorizado e de mágoa pessoal causada pelo treinador.
Guardiola segue no topo, mas críticas de ex-jogador repercutem
Mesmo em meio ao sucesso de Pep Guardiola no futebol mundial, as declarações de Yaya Touré reacendem o debate sobre o estilo de gestão do treinador e a relação com atletas de grande personalidade. O caso também chama atenção para os bastidores pouco conhecidos dos principais clubes europeus e o impacto emocional que a convivência com treinadores pode ter na vida dos atletas.

