Figura conhecida por polêmicas, Franck Assunção volta a chamar atenção no mercado da bola
Franck de Sá Assunção, um nome que ressoa com desconfiança no meio do futebol, reapareceu em cena oferecendo o atacante italiano Mario Balotelli a clubes brasileiros. Com um histórico marcado por negociações frustradas, como a tentativa de trazer Didier Drogba para o Corinthians, e uma passagem constrangedora como diretor do Vasco em 2012, Assunção atua atualmente como diretor do Botafogo de Cristinápolis-SE, clube da terceira divisão do Campeonato Sergipano.
Tentativa de negociação com Balotelli levanta suspeitas
Em dezembro, antes da eliminação do Fluminense para o Vasco na Copa do Brasil, Mário Bittencourt, presidente do clube carioca, recebeu um contato de Assunção. Apresentando-se como intermediário de Balotelli, Assunção ofereceu o atacante italiano de 35 anos a equipes brasileiras, incluindo o Fluminense. No entanto, o contato foi recebido com ceticismo por parte do clube, que não demonstrou interesse e considerou a abordagem uma tentativa de “cavada”. Balotelli, livre no mercado desde sua saída do Genoa, acertou posteriormente com o Al Ittifaq, dos Emirados Árabes.
Sem registro na CBF e com passagens pela polícia
A falta de credibilidade de Franck Assunção é acentuada por sua ausência no cadastro de intermediários da CBF e da FIFA. Além disso, ele foi preso duas vezes por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Em uma das ocasiões, em 2021, ele foi acusado de agredir um motorista de aplicativo e tentar disparar uma arma, que falhou. Na prisão, foram encontradas duas pistolas, munições e materiais que sugeriam preparo para agressão. Em setembro de 2023, Assunção foi condenado a quatro anos de reclusão por um dos casos, e aguarda o trânsito em julgado em liberdade, correndo o risco de ser preso.
Histórico de alegações e declarações controversas
O material de apresentação de Assunção inclui um álbum de fotos ao lado de personalidades do futebol, com legendas em inglês precário. Em uma delas, ele se autodenomina “o homem de negócios” de Zico, o que foi veementemente negado pelo ex-jogador. Assunção também alega ter comandado o futebol do Vasco entre 2013 e 2014 em seu currículo, apesar de sua passagem como diretor ter durado apenas um mês em 2012 e sido amplamente criticada como uma “enorme trapalhada” e um “ato ridículo”. Clubes europeus como Ascoli e Chiasso também negaram qualquer vínculo com Assunção em contatos anteriores.

