Fernando Diniz, técnico do Vasco, veio a público minimizar a intensidade de uma “bronca” dada aos jogadores durante a partida de estreia no Brasileirão, que resultou em derrota de virada por 2 a 1 para o Mirassol. Em coletiva pós-jogo, o comandante cruzmaltino abordou a cena que gerou repercussão, onde o atacante Nuno Moreira foi um dos mais cobrados durante a pausa para hidratação do primeiro tempo.
Entre a cobrança e o lado “amoroso” do técnico Diniz
Diniz fez questão de esclarecer que sua postura enérgica não anula um lado que, segundo ele, é “muito mais amoroso” do que o público imagina. “Eu sou um cara que sou assim e vocês sabem que eu sou assim, não adianta criar um tumulto por causa disso. A minha maneira de cobrar os jogadores eu sou duro, mas eu sou muito amoroso, mas muito mais do que vocês imaginam”, declarou. Ele reiterou o respeito por seus atletas, afirmando que a cobrança visa o aprimoramento e que os jogadores “suportam a cobrança e melhoram muito por causa da cobrança. Depois da cobrança o time melhorou”.
Diniz rechaça “circo” e “tumulto” midiático
O treinador vascaíno foi além e rebateu as críticas, sugerindo que há uma tentativa de criar um “tumulto” em torno da cena. Diniz comparou a situação a um episódio anterior com o jovem Rayan, contra o Corinthians, onde o jogador, mesmo cobrado energicamente, defendeu o técnico: “o Diniz é como um pai pra mim”. “Algumas pessoas gostam que as coisas fujam do controle pra fazer um circo, mas não existe o circo”, disse, destacando que o objetivo de sua fala é sempre o de ajudar, nunca prejudicar.
O respeito e o desenvolvimento dos atletas como prioridade
Diniz enfatizou que sua “vida é ajudar o jogador de futebol” e que o respeito se manifesta em fazer o atleta produzir seu potencial máximo. “Aquilo ali é uma maneira de ajudar, não de prejudicar. O respeito é fazer o cara produzir aquilo que ele pode, pra tirar os medos que os jogadores têm não é uma coisa fácil”, explicou. Ele defendeu que a intenção é sempre o bem-estar e a performance do elenco, assegurando que, caso “passe do ponto” e erre, pedirá desculpas, pois “eventualmente eu vou errar”.
A derrota para o Mirassol marcou o início do Vasco na Série A, com Philippe Coutinho abrindo o placar antes da virada sofrida. Agora, o time se prepara para os próximos desafios, enfrentando Madureira pelo Campeonato Carioca no dia 2 de fevereiro, Chapecoense pelo Brasileirão em 5 de fevereiro e Botafogo, novamente pelo Carioca, em 8 de fevereiro.

