Renovação sacramentada e projeção histórica
A tão aguardada renovação de Filipe Luís como técnico do Flamengo foi confirmada, com um novo contrato válido até o final de 2027. Caso cumpra o acordo integralmente, o ex-lateral-esquerdo se consolidará como um dos treinadores com maior longevidade no cargo na história do clube rubro-negro. A projeção indica que ele comandará o time principal por um período de três anos, dois meses e 30 dias ininterruptos.
Um seleto grupo de recordistas
Desde a nomeação de Ramón Platero como o primeiro técnico oficial do Flamengo em 1921, poucas vezes o clube presenciou uma permanência tão prolongada no comando. Segundo dados do site especializado “FlaEstatística”, Filipe Luís se juntaria a um grupo seleto. O recordista é Flávio Costa, que em duas passagens somou mais de oito anos – a mais longa, de oito anos e três dias (1938-1946), rendeu quatro Campeonatos Cariocas, um Rio-São Paulo e um Torneio Início.
Fleitas Solich e Joaquim Guimarães completam o pódio
Em segundo lugar na lista de longevidade está o paraguaio Fleitas Solich, conhecido por sua disciplina. Ele comandou o Flamengo por seis anos, dois meses e 20 dias (1953-1959), conquistando três Campeonatos Cariocas e outros torneios amistosos. Fechando o pódio, Joaquim Guimarães permaneceu por cinco anos, cinco meses e 23 dias (1924-1929), um período em que era comum a divisão da função de técnico. Nesse intervalo, o Flamengo levantou dois Cariocas.
Filipe Luís já se destaca no século XXI
A segunda passagem mais extensa de Flávio Costa (1962-1967), com cinco anos, dois meses e 22 dias, ainda seria superior ao tempo máximo de Filipe Luís. No entanto, o ex-lateral já está em processo de se tornar o técnico mais longevo do Flamengo no século XXI. Na próxima quinta-feira, ele completa um ano e três meses no comando. No final de janeiro, superará o período de Vanderlei Luxemburgo (2010-2012).
Confiança da gestão e títulos
A permanência de Filipe Luís foi uma aposta da gestão de Rodolfo Landim, que resistiu a pressões da oposição após a eleição no final de 2024. Com o apoio de Bap e José Boto, o treinador continuou e, em 2025, conquistou quatro títulos expressivos: Campeonato Carioca, Supercopa, Libertadores e Campeonato Brasileiro. A diretoria, reconhecendo o sucesso, ofereceu o contrato até o fim do atual mandato, consolidando-o como uma figura central na história recente do clube.

