A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encerrou a discussão sobre o uso de gramados sintéticos no Campeonato Brasileiro de 2026. Em comunicado divulgado na noite desta segunda-feira (15), junto à tabela básica e ao Regulamento Específico da Competição, a entidade confirmou a autorização para os clubes utilizarem esse tipo de piso.
O que diz o regulamento da CBF
De acordo com o artigo 24 do regulamento, “os clubes estão autorizados a utilizar estádios com piso de grama sintética, que deverão obedecer aos requisitos previstos no RGC (Regulamento Geral de Competições)”. Essa medida estabelece as diretrizes para a manutenção e uso desses campos, garantindo que atendam aos padrões mínimos exigidos pela confederação.
Clubes já com gramado artificial para 2026
Atualmente, diversos clubes que deverão disputar a Série A em 2026 já possuem ou planejam ter gramados sintéticos. Entre eles estão Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras. A decisão da CBF legitima a infraestrutura já existente ou em planejamento por essas equipes.
A origem da intensa polêmica
A discussão sobre o gramado sintético ganhou força nas últimas semanas. Jogadores de renome, como Neymar e Lucas Moura, manifestaram-se publicamente contra a utilização desse tipo de campo na elite do futebol brasileiro. A polêmica se intensificou após o Flamengo enviar uma proposta à CBF sugerindo a padronização dos gramados até 2027, o que gerou um embate público entre a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o diretor do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), com comunicados oficiais de ambos os clubes defendendo e criticando o uso da grama artificial.
Apesar da pressão de parte dos clubes da Série A, que na semana passada haviam decidido pela suspensão imediata da homologação de novos gramados sintéticos, a CBF manteve sua posição. A entidade nunca avaliou a possibilidade de vetar completamente a grama sintética, optando por regulamentar seu uso de forma clara para a próxima edição do Campeonato Brasileiro.

