Final caótica da Copa Africana deixa Marrocos sem título e preocupa equipe de Tâmbem de cinco meses da Copa do Mundo
Véspera do início do Mundial de 2024, equipe marroquina enfrenta uma derrota dramática na final da Copa Africana de Nações (CAN), após uma partida marcada por contenda, decisões polêmicas de arbitragem e um pênalti dramático perdido por Brahim Díaz. O torneio, que prometia coroar Marrocos como uma potência continental, terminou com a vitória de Senegal, o segundo título em sua história, gerando questionamentos sobre o impacto dessa decisão para o time de Walid Regragui.
A expectativa antes da final e o clima de esperança
Na capital Rabat, a torcida acreditava que a vitória sobre Senegal levaria Marrocos a seu primeiro título da CAN e garantiria destaque antes da Copa do Mundo, onde enfrentará o Brasil na partida de abertura do Grupo C, em Nova Jersey, no próximo dia 13 de junho. A equipe, que conquistou a semifinal no Mundial do Catar em 2022, já demonstrava crescimento ascendente, alimentando a esperança de uma campanha histórica.
Uma partida marcada por controvérsias e emoções extremas
Decisões da arbitragem e o caos em campo
A decisão final foi tumultuada, com ações controversas da arbitragem e uma disputa que gerou confusão. O primeiro lance polêmico foi um gol de Senegal invalidado aos 47 minutos, por falta considerada antes do cabeceio de Sarr. Pouco depois, aos 50 minutos, um pênalti a favor de Marrocos foi marcado após revisão no VAR, após uma suposta falta de Malick Diouf, momentos de tensão que provocaram revolta na equipe senegalesa, que chegou a abandonar o gramado.
O pênalti decisivo e sua repercussão
O destaque negativo foi a cobrança de Brahim Díaz, que trocadamente pareceu uma tentativa de enganar o goleiro Mendy com uma cavadinha. A cobrança, que poderia ter decidido o jogo a favor do Marrocos, resultou em frustração após uma defesa de Mendy. O tempo de jogo normal acabou, e poucos minutos de prorrogação selaram a história com Pape Gueye marcando o gol do título de Senegal, ao fim de uma disputa de quase 15 minutos de interrupções e revisões.
Consequências e incertezas para o futuro do Marrocos
Após a derrota, o técnico Walid Regragui manifestou sua decepção, sendo questionado sobre sua permanência no comando. Enquanto isso, Brahim Díaz, que até então vinha tendo uma Copa do Africana brilhante, chorou ao receber o troféu de artilheiro, simbolizando o sentimento de frustração e a dor de uma oportunidade perdida de conquistar o título que tanto desejava. Com menos de cinco meses até o início do Mundial contra o Brasil, a equipe marroquina se prepara para enfrentar uma fase de reflexão e reconstrução diante das feridas abertas por uma das decisões mais polêmicas do futebol africano recente.

