Diretor de futebol vê progresso, mas ressalta dificuldade
O Flamengo tem dado passos significativos na busca pelo retorno de Lucas Paquetá, mas a negociação ainda enfrenta um obstáculo considerável: o aspecto financeiro. Em entrevista concedida nesta quarta-feira, o diretor de futebol do clube, José Boto, admitiu que, apesar do desejo mútuo entre jogador e clube, a aquisição do meia do West Ham é uma operação complexa e que exigirá paciência.
Paquetá quer voltar, mas West Ham dificulta venda
“Primeira e última vez que vou falar sobre o Paquetá. É sabido, não vamos esconder, que nós queremos muito ter o Paquetá, e ele quer muito vir. Mas em todas as negociações há uma terceira parte, e ela não está muito convencida de vender o Paquetá”, declarou Boto, ressaltando o alto nível do jogador e a dificuldade inerente a tratativas desse porte. O dirigente comparou a situação a um jogo de videogame, indicando que a realidade é mais complexa do que simulações.
Valores elevados e detalhes contratuais travam acordo
O principal ponto de atrito reside nas cifras envolvidas. O West Ham estaria pedindo valores considerados “muito altos” pelo jogador. Inicialmente, especulava-se um montante em torno de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 217 milhões). Boto confirmou que, embora tenha havido uma redução significativa nas exigências inglesas, os valores ainda são expressivos. Além disso, o dirigente explicou que a estrutura de pagamento para clubes brasileiros, que geralmente envolve parcelamentos, adiciona camadas de negociação e demanda tempo.
Trajetória de Paquetá e a esperança rubro-negra
Lucas Paquetá é um filho da base do Flamengo, tendo despontado no time principal em 2016 e se consolidado no ano seguinte. Sua trajetória de sucesso o levou ao Milan, depois ao Lyon, e atualmente está no West Ham. A possibilidade de seu retorno ao clube que o formou gera grande expectativa na torcida rubro-negra, mas a diretoria preza pela cautela diante dos desafios financeiros da operação.

