Índice do Artigo
- Pontos Principais
- De Jesus a Jardim: o domínio lusitano no comando
- O legado de Jorge Jesus: mais que um técnico, um fenômeno midiático
- Fla-Portugal: uma torcida que cresceu junto com a imigração
- Intertemporada 2026: a consolidação de um pacto
- José Boto: o quarterback português do futebol rubro-negro
- Conexão que vai além dos gramados
- O que esperar do futuro?
- Perguntas Frequentes
- Quantos técnicos portugueses o Flamengo teve na história?
- Por que o Flamengo escolheu Portugal para a intertemporada de 2026?
- Qual foi o impacto de Jorge Jesus na relação Flamengo-Portugal?
- A torcida Fla-Portugal é grande?
Pontos Principais
- Desde Jorge Jesus, o Flamengo teve três técnicos portugueses e um diretor português, consolidando uma conexão histórica com Portugal.
- O clube realizou intertemporada no Algarve, a primeira fora do Brasil em 2026, e enfrentou o Benfica no último amistoso.
- A torcida Fla-Portugal cresceu exponencialmente, impulsionada pela imigração brasileira e pelo legado de Jesus, que rivalizou com clubes locais na mídia.
- José Boto, diretor de futebol, e Leonardo Jardim, técnico, são as peças-chave da nova era lusitana no Ninho do Urubu.
O Flamengo no português de Portugal não é mais uma expressão vazia ou um viral passageiro. Desde que Jorge Jesus desembarcou no Rio em 2019, o rubro-negro mergulhou de cabeça numa relação que transformou o clube carioca em extensão do futebol lusitano. Se você achava que a história se resumia ao Mister, prepare-se: técnicos, dirigentes e até a torcida fizeram do país irmão o quartel-general do Mengão fora do Brasil. A intertemporada de 2026 no Algarve, a primeira em território europeu desde 1993, escancarou essa aliança — e o que está por trás disso é de tirar o fôlego.
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De Jesus a Jardim: o domínio lusitano no comando
Até 2019, apenas dois portugueses haviam treinado o Flamengo: Cândido de Oliveira (1950) e Ernesto dos Santos (1951). Parecia um capítulo perdido. Mas aí veio Jorge Jesus, e o roteiro virou blockbuster. O técnico que conquistou Libertadores, Brasileirão e Supercopa em menos de um ano abriu as portas para uma verdadeira invasão. Depois dele, o clube tentou repetir a fórmula com Paulo Sousa e Vítor Pereira — ambos fracassos que quase custaram a paciência da Nação. Mas a diretoria não desistiu. Em 2026, apostou em Leonardo Jardim, ex-Mônaco e indicado pelo próprio Jesus. E não parou por aí: José Boto, ex-Benfica e Shakhtar, foi contratado como diretor de futebol, trazendo Alfredo Almeida como auxiliar. Hoje, Boto é o homem forte do futebol rubro-negro, com poder de fogo para moldar o elenco a imagem e semelhança do que se faz em Lisboa.
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O legado de Jorge Jesus: mais que um técnico, um fenômeno midiático
“A ida do Jorge Jesus para Flamengo e as conquistas dele com o clube… acredito que foi o que aproximou mais a relação. Ele é um treinador com muito prestígio em Portugal”, analisou o jornalista Valter Madureira, da Rádio Antena 1. E não é exagero. Em 2019, o Flamengo aparecia mais que o Sporting em canais portugueses, rivalizando com o Benfica na audiência. O Mister virou embaixador involuntário do clube na Europa. Até hoje, quando se fala em futebol brasileiro em Portugal, o primeiro nome é Flamengo — e isso é mérito direto do treinador que trocou o Rio pelo Benfica.
Fla-Portugal: uma torcida que cresceu junto com a imigração
Não é só nos gramados que a conexão floresce. A Fla Portugal Lisboa, fundada em 2017, já teve visitas de ídolos como Júlio César, Sávio e Joel Santana. Mas o verdadeiro boom veio com Jesus e com o aumento da imigração brasileira. “Sempre vimos ano após ano o interesse cada vez maior. Colocamos quantidades absurdas de pessoas na nossa sede nas finais de Libertadores. O aumento do interesse dos portugueses sem dúvidas aumentou com o Jorge Jesus”, conta Patrick Passos, um dos fundadores da torcida organizada. Para o amistoso contra o Benfica, no Estádio Algarve, cinco ônibus partiram de Lisboa, mais cinco do Porto, além de caravanas de Braga, Coimbra e Leiria. A embaixada rubro-negra em Portugal é hoje uma das maiores do mundo.
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Intertemporada 2026: a consolidação de um pacto
A escolha do Algarve para a preparação não foi aleatória. Enquanto outros clubes brasileiros pararam durante a Copa do Mundo, o Flamengo embarcou para Portugal — o país que lhe deu técnicos, diretores e uma torcida apaixonada. O amistoso contra o Benfica, no dia 11 de julho, foi o auge dessa simbiose. Mas não se engane: apesar da expectativa de estádio lotado de benfiquistas, a verdade é que os rubro-negros dominaram as arquibancadas. “Esperamos que o Flamengo lute pelo título brasileiro e vá longe na Libertadores. Na Europa, já percebemos que os grandes clubes brasileiros estão ao nível dos melhores europeus”, completou Madureira.
| Treinador português | Período no Flamengo | Resultado |
|---|---|---|
| Jorge Jesus | 2019-2020 | Libertadores, Brasileirão, Supercopa, Carioca |
| Paulo Sousa | 2022 | Campeonato Carioca (eliminado na Libertadores) |
| Vítor Pereira | 2023 | Campeonato Carioca, Supercopa (fracasso na Libertadores) |
| Leonardo Jardim | 2024-presente | Em andamento |
José Boto: o quarterback português do futebol rubro-negro
Se os técnicos são a ponta do iceberg, José Boto é a base sólida. Ex-diretor de scouting do Benfica e do Shakhtar, ele chegou com a missão de profissionalizar a estrutura do clube. Hoje, Boto é o braço direito do presidente Bap e comanda não só o time principal, mas as categorias de base. Com ele, Alfredo Almeida, também português, assumiu a coordenação técnica. A dupla tem moldado o planejamento de longo prazo, com olhos no mercado europeu e na formação de jovens. Não é à toa que o Flamengo já é visto como uma vitrine para jovens talentos lusitanos — e vice-versa.
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Conexão que vai além dos gramados
O Flamengo no português de Portugal também se reflete no vocabulário. Palavras como “mister”, “plantel” e “guarda-redes” já são ouvidas no Ninho do Urubu. A influência cultural é tão forte que até a imprensa portuguesa passou a cobrir o clube como se fosse local. “O Flamengo rivalizava com o Benfica em alguns canais de televisão”, lembra Patrick. Esse fenômeno midiático impulsionou patrocínios e acordos comerciais. Em 2026, o clube fechou parceria com uma marca portuguesa de equipamentos esportivos — mais um elo dessa corrente.
O que esperar do futuro?
Com a intertemporada encerrada, o Flamengo retorna ao Rio no domingo, 12 de julho. O segundo semestre promete: além de brigar pelo Brasileirão, o time de Leonardo Jardim sonha com a Libertadores. E, se depender da base lusitana, o caminho está pavimentado. A torcida portuguesa, que lotou o Algarve, já faz planos para a final em Buenos Aires. “Jesus é diferente, tem uma mística que atrai. Foi triste ter tido ele por tão pouco tempo”, conclui Patrick. Mas, no fim das contas, o legado do Mister e de seus sucessores garantiu que o Flamengo nunca mais seja o mesmo — e que Portugal seja, para sempre, um pedaço do Mengão.
Perguntas Frequentes
Quantos técnicos portugueses o Flamengo teve na história?
Até 2026, o Flamengo teve quatro técnicos portugueses: Cândido de Oliveira (1950), Ernesto dos Santos (1951), Jorge Jesus (2019-2020), Paulo Sousa (2022), Vítor Pereira (2023) e Leonardo Jardim (2024-presente). Isso totaliza seis, considerando que Cândido e Ernesto são do século passado.
Por que o Flamengo escolheu Portugal para a intertemporada de 2026?
A escolha foi estratégica. Portugal não só recebeu o clube pela primeira vez desde 1993, como também é a casa de vários ex-técnicos e do diretor de futebol. Além disso, a forte comunidade de torcedores brasileiros e o clima favorável para treinos influenciaram a decisão.
Qual foi o impacto de Jorge Jesus na relação Flamengo-Portugal?
Jorge Jesus foi o catalisador. Suas conquistas históricas (Libertadores e Brasileirão) elevaram o Flamengo ao patamar de clube global em Portugal. Ele abriu portas para outros técnicos lusos, aumentou o interesse da mídia portuguesa e inspirou a criação de embaixadas organizadas da torcida.
A torcida Fla-Portugal é grande?
Sim. A Fla Portugal Lisboa, fundada em 2017, tem crescido exponencialmente. Nas finais de Libertadores, a sede fica lotada. No amistoso contra o Benfica, cinco ônibus saíram de Lisboa e mais cinco do Porto, além de caravanas de outras cidades.

