Atuação abaixo do esperado marca a terceira rodada do Brasileirão
O Flamengo adicionou mais um capítulo à sua coleção de atuações decepcionantes em 2026, com o confronto contra o Vitória, no Barradão, figurando entre as piores sob o comando de Filipe Luís. O placar de 2 a 1, que garantiu a primeira vitória rubro-negra no Campeonato Brasileiro, foi ofuscado pela falta de consistência e pelos erros em profusão. Em um cenário onde os três pontos eram cruciais, o time carioca demonstrou dificuldades em todos os setores, evidenciando que a equipe ainda não encontrou seu ritmo ideal na temporada.
Letalidade e sorte salvam o Flamengo; Vitória domina fisicamente
Apesar de ter mais sorte do que juízo, com apenas duas finalizações certas em 100 minutos de jogo, o Flamengo contou com a letalidade para sair vitorioso. O Vitória, por sua vez, sobrou fisicamente, expondo uma das maiores fragilidades do time carioca. A falta de confiança e a deficiência técnica também pesam na performance de uma equipe que parece distante do desempenho campeão de 2025. A ineficiência do time da casa, que poderia ter saído com a vitória, acabou por ser o fator determinante para o resultado.
Everton Cebolinha e Emerson Royal surgem como pontos positivos
Em meio a um desempenho coletivo aquém do esperado, duas boas notícias emergiram da partida: Everton Cebolinha e Emerson Royal. O atacante justificou a titularidade com uma assistência e um gol, mostrando que merece mais oportunidades. O lateral, que vinha sendo criticado, apresentou uma boa performance tanto ofensiva quanto defensivamente. Rossi, apesar de alguns sustos em saídas de bola, foi o herói ao defender um pênalti, fechando o trio de destaques positivos.
Dificuldades na organização tática e individual persistem
A dificuldade em encaixar Lucas Paquetá na equipe continua sendo um ponto de atenção. Após uma boa atuação como volante, ele retornou à função de meia direita, mas não produziu, ficando isolado e participando pouco do jogo. Um erro seu na origem do gol do Vitória, que remeteu a falha contra o Internacional, exemplifica a instabilidade. Filipe Luís tentou ajustar o jogo pela esquerda, explorando a inspiração de Cebolinha, mas as dificuldades táticas e a falta de entrosamento foram evidentes. A defesa, com Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro demonstrando lentidão e falta de sintonia, segue vulnerável, enquanto o meio-campo carece de criatividade e combatividade. Ofensivamente, o time não conseguiu criar profundidade, apostando em passes longos e cruzamentos sem sucesso.
Filipe Luís busca soluções e mira próximos desafios
Filipe Luís reconheceu as dificuldades, atribuindo parte delas ao gramado ruim, embora problemas semelhantes tenham sido vistos em jogos anteriores. O treinador busca corrigir o controle de bola da equipe, que demonstra nervosismo e erros frequentes. A vitória, apesar de aliviar a pressão, não apaga as preocupações. Com a Recopa Sul-Americana se aproximando, o grupo terá a semana para trabalhar e dar uma resposta em campo, buscando reencontrar o caminho de um desempenho que justifique as expectativas de um clube que manteve sua base campeã e cumpriu metas na janela de transferências.

