Fluminense Fecha Janela de Transferências com Foco na Zaga e um Vazio no Ataque
A gestão de Mattheus Montenegro, iniciada com a posse presidencial em dezembro, cumpriu a meta de trazer de quatro a cinco novos jogadores para o elenco tricolor. A janela de início de temporada, que se encerra em 2026, foi marcada por duas missões prioritárias e desafiadoras: suprir a lacuna deixada por Thiago Silva na defesa e encontrar um centroavante de ofício para assumir a titularidade.
Ao todo, cinco reforços desembarcaram nas Laranjeiras, agregando novas peças ao xadrez tático do técnico Luis Zubeldía. Paralelamente, a diretoria conseguiu a permanência de quatro atletas importantes através de renovações contratuais, garantindo a continuidade de projetos. Uma quinta contratação ainda pode se concretizar, com negociações em andamento para a chegada de Alisson, meia atualmente no São Paulo.
No entanto, o balanço não se resume às chegadas. Treze atletas tiveram suas saídas negociadas, englobando jogadores do elenco principal, promessas da base e jogadores que retornaram de empréstimos. O portal ge.globo detalha o panorama completo da primeira janela de transferências do Fluminense em 2026, analisando os movimentos e as estratégias do clube.
O Que Ainda Pode Acontecer na Janela Nacional?
Com o mercado nacional ainda aberto, o Fluminense intensifica a busca por um volante. A saída de Lima abriu uma necessidade específica no setor, e o nome de Alisson, do São Paulo, surge como um alvo concreto. Atualmente, o clube conta com cinco opções para as posições de volância: Bernal, Otávio, Martinelli, Nonato e Hércules. O treinador Luis Zubeldía considera ideal ter um grupo de três jogadores para cada uma dessas funções, visando maior profundidade e opções táticas.
Olhando para a janela de meio de ano e o mercado internacional, as expectativas se voltam para nomes mais expressivos que foram ventilados durante este período. A situação de Denis Bouanga, após sua renovação com o LAFC, e a possível disputa com o Palmeiras pela contratação de Nino, que o Zenit indicou só liberá-lo no meio do ano, são pontos de atenção.
A Novela pelo Centroavante: Uma Busca Sem Fim?
Não houve um único dia durante a janela de transferências em que a pergunta sobre a contratação de um centroavante não dominasse as conversas. As expectativas eram altas, impulsionadas por duas negociações que se tornaram verdadeiras novelas: Hulk, do Atlético-MG, e Denis Bouanga, do LAFC. Infelizmente para a torcida tricolor, nenhuma delas se concretizou.
A Saga Hulk: Uma Venda que Não Aconteceu
A primeira grande história envolveu o atacante Hulk. No final de dezembro, o estafe do jogador sinalizou positivamente para uma possível transferência, dando início a um longo processo de negociação. Inicialmente, o Atlético-MG não se opôs à saída de seu ídolo. Contudo, a postura do clube mineiro mudou drasticamente, passando a afirmar que só negociaria Hulk com um clube estrangeiro.
A pressão de torcedores e acionistas da SAF do Galo, no entanto, reverteu a decisão, e o clube optou por não prosseguir com a venda. Um ponto crucial que inviabilizou o acordo foi uma exigência específica do Atlético-MG: a transferência de um percentual dos direitos econômicos de atletas da base do Fluminense. Diante da recusa do Tricolor, a negociação esfriou e foi encerrada.
Denis Bouanga: O Desejo que Permaneceu Distante
Outra negociação que consumiu grande parte das energias da diretoria foi a envolvendo Denis Bouanga, atacante que atua no Los Angeles FC, dos Estados Unidos. Assim como Hulk, Bouanga figurava como uma das prioridades para reforçar o setor ofensivo do Fluminense nesta janela de transferências.
Apesar dos esforços e do interesse mútuo, a operação para trazer o jogador africano se mostrou complexa. Fatores como a política de transferências do clube americano e as exigências financeiras dificultaram o avanço das conversas. O Fluminense, ciente das dificuldades, buscou alternativas, mas a busca por um centroavante de renome se manteve como um dos principais desafios da diretoria.
O Impacto das Saídas e as Estratégias para o Futuro
A saída de jogadores experientes e de potencial impacta diretamente o planejamento do clube. A necessidade de reposição não se limita apenas a posições específicas, mas também à manutenção da competitividade e da identidade do time. A diretoria tricolor demonstra estar atenta a essas dinâmicas, buscando equilibrar as contas do clube com a ambição esportiva.
O Fluminense, após uma janela de transferências movimentada, com acertos pontuais na defesa e a persistente busca por um camisa 9, agora foca em consolidar o elenco para as competições de 2026. A gestão de Montenegro busca construir uma equipe forte e competitiva, capaz de brigar por títulos em todas as frentes.

