A vitória do São Paulo sobre o Santos por 2 a 0, neste sábado (31), no Morumbi, foi ofuscada por uma grave denúncia contra a arbitragem. Jogadores do Peixe acusaram o árbitro João Vitor Gobi de xingar o lateral Vinícius Lira ainda durante o clássico, gerando uma onda de indignação que culminou em um pedido formal de punição por parte da diretoria santista.
A Denúncia dos Jogadores
No intervalo da partida, Zé Rafael e Sabino já haviam alertado sobre o comportamento do árbitro. Após o apito final, Gabigol e Rony, entre outros, corroboraram a denúncia. “O que eu ouvi foi ele xingando o Lira. Todos os jogadores, até do rival, se colocaram à disposição para ajudar, ele mandou cobrar o lateral rápido e xingou o Lira. A gente se uniu e foi falar com ele”, relatou Gabigol na zona mista.
O centroavante santista enfatizou a necessidade de respeito mútuo no futebol. “Ao mesmo tempo que a gente tem que respeitar ele, a gente também tem que ser respeitado. Se é ao contrário a gente toma cartão, é suspenso, e várias vezes acontece isso. Espero que se acontecer em outros jogos, os jogadores se unam e falem por um futebol melhor”, completou.
Rony, que estava próximo ao lance, expressou seu espanto com a situação. “Eu estava bem do lado do juiz, na hora até tomamos um susto de ver a arbitragem falando daquela forma, xingando os jogadores daquela forma. Eu nunca tinha visto isso no futebol. Na hora, todos ficaram assustados”, afirmou o atacante.
Alexandre Mattos Pede Punição ‘Covarde’
O diretor de futebol do Santos, Alexandre Mattos, foi ainda mais contundente, exigindo punição para João Vitor Gobi. Ao questionar o árbitro, Mattos revelou ter ouvido a negativa de Gobi, que teria dito “que nunca falou palavrão na vida”. O dirigente classificou a atitude do árbitro como “covarde”, especialmente por ter sido direcionada a um jogador jovem.
“Não vamos aceitar o que esse cidadão fez aqui hoje. Ele não tem o direito de desrespeitar nenhum profissional. E de maneira covarde, foi em um menino, não vi ele fazendo com Gabigol ou com alguém mais experiente”, declarou Mattos. O diretor também comparou a situação com as consequências que um jogador enfrentaria por uma atitude semelhante. “Quero muito que a Federação puna ele, porque se eu vou ali e xinga ele, vai para o Tribunal, é julgado, temos mais do que provas que ele desrespeitou, xingou. Não é o papel dele e ele não pode fazer. Se ele quer ser respeitado, ele não pode fazer isso”, finalizou.

