Gerson, a mais recente e impactante contratação do futebol brasileiro, foi oficialmente apresentado pelo Cruzeiro nesta terça-feira. Adquirido por 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 187,3 milhões), o meio-campista, multicampeão em seu período anterior no Brasil, fez questão de focar no presente e no futuro com a camisa celeste, evitando qualquer menção ao seu antigo clube.
A escolha pelo Cruzeiro e o ‘vício em vencer’
Durante a coletiva de imprensa, Gerson expressou claramente os motivos que o levaram a aceitar o projeto do Cruzeiro. Ele destacou a infraestrutura do clube e a oportunidade de construir uma nova história. “A estrutura, temos tudo para desempenhar um bom trabalho em campo. O mais importante é ter a oportunidade de escrever o meu nome em um grande clube”, afirmou o jogador.
O atleta também revelou uma motivação pessoal profunda para o sucesso. “O Bruno (Spindel) me conhece, sabe a vontade que tive de vencer. Tive que vencer na vida, sei que não só eu, mas diversas pessoas passam dificuldades. Talvez esse seja meu único vício: vencer”, declarou Gerson, sublinhando sua ambição por conquistas.
Sonho de Copa do Mundo e versatilidade em campo
Apesar de sua chegada como a grande estrela para a temporada, Gerson preferiu não assumir o protagonismo individual, focando na coletividade. No entanto, ele vê no Cruzeiro o caminho ideal para alcançar um de seus maiores objetivos: uma vaga na Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo.
“Minha função é ajudar. Tenho o privilégio de fazer mais de uma função. Independentemente da posição que eu mais gosto, me habituei, não tenho uma preferida, importante é estar em campo. Óbvio que eu sonho em estar na Copa e o projeto Cruzeiro me deixa muito mais próximo disso. Aqui estou tendo toda a estrutura para isso”, explicou o meio-campista, ressaltando a importância do clube em seus planos futuros.
A passagem pelo Zenit e a negação de ‘fracassos’
Gerson também abordou sua recente passagem pelo Zenit, da Rússia, onde atuou até meados de 2025. Ele explicou que uma lesão no início da temporada comprometeu seu desempenho. “Agradeço pela oportunidade, eu vinha de temporada de muitos jogos, me machuquei logo no começo, voltei quase no final da temporada. Acho que é isso. Foi uma experiência para minha vida. Não me arrependo de nada”, disse o jogador, complementando que foi bem acolhido no país e está feliz por ter voltado para um “projeto excepcional”.
Questionado sobre as frequentes transferências e a percepção de “fracasso” em algumas de suas experiências europeias, Gerson foi enfático. Ele recordou sua ida à Roma muito jovem, a passagem pela Fiorentina e o bom desempenho no Olympique de Marseille, onde fez mais gols e teve a camisa mais vendida do elenco, recebendo elogios de Jorge Sampaoli. “As pessoas falam que não dei certo na Europa, mas sempre joguei na Fiorentina, em Marselha é onde fiz mais gols, camisa mais vendida do elenco, se perguntar para o Sampaoli, ele vai dizer coisas boas”, pontuou.
O jogador concluiu reafirmando sua satisfação com suas escolhas de carreira. “Faço a escolha de voltar para o meu país, volto, conquisto mais coisas ainda e achei que era o momento de sair mais uma vez, não me arrependo, sou grato pelas minhas escolhas, e depois volto de férias e tenho a oportunidade de jogar em um grande clube. Se fosse outra pessoa no meu lugar, faria o mesmo. Não me arrependo de nada que eu fiz. Estou muito feliz, estou num grande clube, sou viciado em vencer e não podia deixar essa oportunidade passar.”

